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CNE confirma vitória da Frelimo em Marromeu

Foi pela voz do presidente da Comissão Nacional das Eleições (CNE) que veio o anúncio da vitória do partido Frelimo, com mais 46 votos que o seu principal concorrente nas eleições de Marromeu, repetidas em 8 mesas por decisão do Conselho Constitucional.

A Frelimo obteve 8396 votos correspondentes a 45,78 por cento, o MDM obteve 1591 votos equivalentes a 8,69 por cento enquanto a Renamo conseguiu 8349 votos, ou seja, menos 46 que a Frelimo correspondentes a 45,53 por cento.

Ainda assim, a Frelimo e a Renamo terão 8 membros cada no Conselho Autárquico e o MDM apenas 1

Victória Cristina, cabeça de lista da Frelimo em Marromeu foi declarada presidente do Conselho Autárquico. E as reações não se fizeram esperar. Da Frelimo veio o regozijo pela vitória e a minimização das alegadas irregularidades. Alcídio Nguenha, mandatário da Frelimo congratulou os órgãos eleitorais e todos intervenientes no processo pelo trabalho realizado, depois respondendo a jornalistas que quiseram saber o que a Frelimo achava sobre a alegada expulsão de jornalistas e observadores das mesas de voto durante a fase do apuramento bem como sobre o alegado preenchimento dos editais fora das mesas, o mandatário da Frelimo socorreu-se do discurso do presidente da CNE.

“A CNE indica que os incidentes que tiveram lugar não afectaram os resultados“ disse Nguenha acrescentando depois que “ cabe a CNE e as instituições que dirigem as eleições compilar todos esses aspectos e trazer resultados para nós. Não cabe a um partido fazer essa avaliação. Não caberia ao partido Frelimo. Nós estamos satisfeitos com os resultados que foram apresentados” disse.

O mandatário da Renamo foi mais cáustico nas suas reclamações e chegou mesmo a classificar as eleições de Marromeu de uma brincadeira. Diz André Madgibiri que contrariamente ao que o presidente da CNE anunciou, a contagem dos votos não foi feita logo após o encerramento das urnas, tendo ele pessoalmente ligado para o presidente da CNE a protestar esse facto. Diz Madgibire que Abdul Carimo confirmou o facto junto do director do STAE de Marromeu.

“Ele ligou para o director do STAE e este disse que estavam a jantar” disse Madgibire “não podemos estar aqui a mentir para o público, isto é uma brincadeira” acrescentou.

Madgibire foi mais longe ao afirmar que os resultados do apuramento intermedio não coincidem com os do apuramento geral, para além de alegadas incongruências entre as datas do apuramento constantes das actas.

“A partir deste momento já fica claro que a responsabilidade de impedir o roubo de votos que vem acontecendo desde 1994 não cabe apenas a Renamo, cabe a todo o povo Moçambicano e queremos chamar atenção a todos diplomatas que quando há brincadeiras deste tipo noutros países eles fazem sanção, tomam medidas, o que se espera neste país?” Questionou Madgibire

Queixas semelhantes vieram do presidente do mandatário do MDM para quem o presidente da CNE foi induzido a mentir

“O Partido Movimento Democrático de Moçambique sai daqui frustrado. É uma tristeza que o presidente da CNE venha aqui induzido a mentir”, disse José de Sousa.

 

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