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CNE adia início do recenseamento eleitoral devido à tragédia no centro do país

Os órgãos eleitorais propõem o adiamento do início do recenseamento eleitoral que havia sido marcado para 01 de Abril. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) justifica o adiamento com a falta de “condições objectivas” nas áreas afectadas pelo ciclone IDAI e pelas cheias no centro do país. Além da proposta de adiamento, a CNE submeteu ao governo três cenários para o processo eleitoral. “Não posso divulgar o conteúdo de cada cenário que propomos porque cabe ao governo analisar e tomar a decisão”, disse o porta-voz da CNE. Ainda assim, Paulo Cuinica deixou claro que em nenhum dos cenários a CNE propõe o adiamento das eleições para o próximo ano. “Isso posso vos garantir, teremos eleições neste ano. E de princípio no dia 15 de Outubro”.

A CNE não avança a proposta da nova data para o início do recenseamento eleitoral. “Tudo depende das condições no terreno. Estamos a interagir com o INGC para acompanhar a evolução da situação no terreno”. Com as escolas destruídas e aquelas que escaparam transformadas em centros de acomodação das vítimas do ciclone e das cheias, os órgãos eleitorais teriam de improvisar tendas para as brigadas de recenseamento. Uma operação que representaria custos a mais para um processo eleitoral que já tem um défice orçamental de cerca de 50 por cento. Ainda que houvesse dinheiro para tal, o adiamento seria inevitável: “não seria moralmente correcto fazer campanha de educação cívica (actividade que antecede ao registo de eleitores) nas zonas afectadas, porque as famílias ainda estão enlutadas”.

A proposta do adiamento do início do recenseamento eleitoral já foi comunicado aos partidos políticos.

 

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