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CNDH perspectiva acordo sólido

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) destacou, semana finda, o aumento dos níveis de confiança entre o Governo e a Renamo no diálogo para a paz efectiva, antevendo para breve um acordo mais sólido que os anteriores.

O posicionamento foi feito pelo presidente da CNDH, Custódio Duma, em conferência de imprensa, em Maputo. Na ocasião, Duma sustentou a sua posição com o facto de as recentes declarações do Presidente da República, Filipe Nyusi, e do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, revelarem sinais de superação da desconfiança entre as partes.

Duma observou que o discurso de desconfiança tem sido menos usado e o aperto de mão entre os dois líderes, em Gorongosa, província de Sofala, demonstrou uma grande aproximação e confiança, com vista a facilitar o processo de negociações. “Manifestamos a nossa satisfação pelos passos dados pelo Presidente Nyusi, ao deslocar-se a Gorongosa para se encontrar e discutir com o líder da Renamo os contornos e passos que nos levarão à esperada paz efectiva”, afirmou, acrescentando que a CNDH acredita que o acordo que vem a seguir será definitivo e trará uma paz mais consolidada.

Segundo afirmou, a deslocação de Nyusi a Gorongosa mostra o seu compromisso para com o desenvolvimento do país, o bem-estar dos cidadãos e o respeito pelos direitos humanos, que dependem de um ambiente de paz, justiça social e da consolidação do Estado de Direito.

“A Comissão Nacional dos Direitos Humanos acredita que o acordo que vem a seguir será definitivo e vai trazer uma paz mais consolidada e amadurecida”, sublinhou Custódio Duma, que falava a jornalistas a propósito dos 25 anos do Acordo Geral de Paz, assinado a 4 de Outubro de 1992, em Roma.

Duma indicou que a abertura de Afonso Dhlakama para o encontro com o Chefe do Estado é sinal de que a Renamo, enquanto partido político, confia no Presidente da República e acredita que a sua liderança levará a resultados que alegrarão os moçambicanos. “Acreditamos que os passos dados pelos dois líderes, ao deixarem de lado as posições de força, caracterizadas por violência e destruição, para abraçarem o diálogo e entendimento, mostraram à nação moçambicana e ao mundo que a única alternativa para todos – independentemente das diferenças – viverem em harmonia e em desenvolvimento é quando a paz é plena e efectiva”, disse.

é nesta perspectiva, segundo Duma, que a CNDH apela ao Presidente da República a não descansar enquanto o país não tiver alcançado a paz plena, que vai dar tranquilidade aos cidadãos e contribuirá para o aumento da produção e da produtividade.

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