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CNDH fala de 600 funcionários públicos que pedem resgate em Palma

Após o ataque terrorista, na quarta-feira, à vila sede de Palma, em Cabo Delgado, pedidos de socorro chegam à Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH).

“Hoje recebemos uma mensagem de cidadãos funcionários do Estado, que querem apoio do Estado para saírem da zona de conflito. Significa que é uma situação que a qualquer altura pode-se complicar”, revelou, esta sexta-feira ao jornal “O País”, Luís Bitone, presidente da CNDH.

O responsável pela instituição do Estado que vela pelos direitos humanos avançou que já procedem com ligações, desde o Instituto de Gestão de Risco de Calamidades às organizações não-governamentais que podem prestar apoio, de modo que se encontrem soluções. “É um problema sério sim, sobre direitos humanos, segurança e medo. Pode criar problemas de fome, falta de água e outros bens necessários”, lamentou.

Questionado se a CNDH anotou relatos de mortes, Bitone disse não haver informação, sendo que os referidos funcionários garantiram apenas que estão em local minimamente seguro e aguardam pelo resgate, na zona em que, igualmente, há acesso limitado à rede de telefonia móvel.

O ataque à vila de Palma ocorreu por volta das 16 horas de quarta-feira. As Forças de Defesa e Segurança garantiram estar em permanente perseguição aos terroristas.

Informações e detalhes sobre o ponto de situação em que a vila se encontra continuam escassas.

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