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CMCM diz que as novas taxas dos cemitérios são justas e não cobrem o real valor das despesas

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) diz que as novas taxas impostas para os cemitérios são justas e os serviços realizados nesses locais são muito onerosos, pelo que a edilidade acaba subsidiando parte do valor.

Segundo Hélder Muando, director de morgues e cemitérios, o Conselho Municipal “não está contra, mas com os munícipes” e o exemplo disso é que as taxas cobradas, não vão de encontro, com as reais despesas deste sector.

Durante o programa Noite Informativa da STV Notícias, deste domingo, Muando deu como exemplo, o custo das chapas de inscrição que passam de 100 para 400 meticais.

“Os técnicos do Conselho Municipal fizeram um cálculo minucioso dos custos da produção das chapas de inscrição que está na ordem de 675 meticais. Este é o valor real que o munícipe devia pagar por esta chapa, mas o CMCM, por este carácter humanitário e sensível da actividade, acaba subsidiando em 275 meticais esta chapa”.

A fonte explicou que o município compra uma chapa maior que custa três mil meticais, e tem outros custos como os ferros e outros insumos.

“Quando nós analisamos, verificamos que houve um aumento de 200 ou 300 por cento, sim! Mas devo lembrar que há mais questões por detrás desses valores e os pressupostos para esta postura eram para melhorar a gestão dos cemitérios e transformá-la numa gestão moderna”, sublinhou Muando.

O representante do município de Maputo clarificou, ainda que diferente do que se diz, a taxa para o enterro não passa de 1500, para 4500 e sim de 500 para 700 meticais.

“Não constitui verdade que para realizar um funeral não são 4.500 são 700 meticais, que são 300 meticais do coval e 400 meticais da chapa de identificação. Os 4500 são pagos depois de cinco anos, com duração de 10 anos, ou seja, após cinco anos do enterro a família deve pagar esse valor, como reserva do espaço, o que significa que são 450 meticais”.

Quanto à cremação, o director de Morgues e Cemitérios revelou que o custo individual para cada pessoa, na verdade, devia de 12.500 meticais, por causa dos custos, pois o processo é feito a lenha e dura 12 horas e todo o valor é subsidiado pelo Município e pela comunidade muçulmana.

Entretanto, com a modernização dos serviços, Muando avançou que será instalado um crematório moderno e a gás, assim, o processo passara de 12 para duas horas.

“Saímos de um custo de 12.500 para 5.000 mil, precisamos de quatro botijas de gás de nove quilos, cada, e o município subsidia isso em cerca de 45 por cento o valor”, explicou.

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