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Clubes despromovidos do Moçambola e FMF “defrontam-se” hoje

Os três clubes despromovidos do Moçambola-2021, nomeadamente o Matchedje de Mocuba, Textáfrica do Chimoio e Desportivo Maputo, vão sentar-se à mesma mesa com a direcção da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para debater em torno da liguilha “inventada” pelo organismo que gere o futebol moçambicano.

A liguilha, de acordo com a FMF, a ser disputada pelas três equipas despromovidas, deverá apurar uma equipa que vai completar o número de equipas que vão disputar o campeonato nacional da próxima época, 2022, após redução de 14 para 12.

Por não ter havido competições dos campeonatos provinciais, nem da segunda divisão zonal, a Federação Moçambicana de Futebol decidiu pela disputa de liguilha entre os três despromovidos, para que uma seja aprovada para completar o número dos que vão disputar o Moçambola-2022, que deverá ter um número par de equipas.

Entretanto, os três clubes não concordam com a decisão pela direcção do Casa do futebol, na medida em que foram regras trocadas a meio da competição, ou seja, os clubes duvidam da legalidade da decisão, a qual consideram “inoportuna e injusta”.

Os três clubes, Matchedje de Mocuba, Textáfrica do Chimoio e Desportivo Maputo, enviaram uma carta de impugnação da decisão da FMF, referindo que é do bom senso que nenhuma equipa desça de divisão, porquanto não houve pronunciamento em relação a essa matéria no início da temporada.

O encontro é extensivo às Associações Provinciais das quais fazem parte os clubes, nomeadamente a da Zambézia, Manica e da Cidade de Maputo.

O encontro entre os clubes e a Federação Moçambicana de Futebol estará envolto a acusações e discórdias, principalmente depois dos pronunciamentos feitos pelos dirigentes das instituições visadas. Moisés Mabunda, por exemplo, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga Moçambicana de Futebol, que também é jurista, disse que a decisão unilateral anunciada pelo organismo que tutela o futebol moçambicano está cheio de ilegalidades e constitui uma clara usurpação dos poderes atribuídos ao órgão que reúne e decide pelos clubes integrantes na Liga Moçambicana de Futebol.

“A decisão da FMF de redução de clubes do Moçambola de 14 para 12 não tem eficácia jurídica, é manifestamente ilegal, contra os Estatutos da Liga Moçambicana de Futebol e não está prevista em nenhuma circunstância”, disse Moisés Mabunda, citado pelo Lance.

Num outro desenvolvimento, Mabunda estranhou o posicionamento federativo sem a devida articulação com o órgão competente para aprovar alterações estruturais no Moçambola e, por isso, “não sabemos o que está a acontecer, mas o facto é que, para haver mudança de 14 para 12 clubes, a Assembleia Geral da Liga Moçambicana de Futebol tem que se reunir e deliberar por esta pretensão, não é a Federação quem impõe que se deve aumentar ou diminuir o número de participantes”.

Em contrapartida, o Secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Hilário Madeira, deixou claro que, em caso de os três clubes não aceitarem a liguilha, o Moçambola-2022 será disputado por apenas 11 clubes, que garantiram a permanência neste ano.

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