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Clima económico das empresas encerra o ano em alta

O índice de confiança e as expectativas dos empresários e gestores das empresas em Moçambique aumentou ligeiramente no quarto trimestre, após uma ligeira queda no trimestre anterior, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A confiança dos homens de negócios nos indicadores macroeconómicos do país fechou em alta em 2018, tendo o respectivo saldo se situado ao nível da média da respectiva série cronológica.

Este incremento foi influenciado pela apreciação favorável das expectativas da procura e de emprego no período de referência, refere o INE.

O ambiente favorável do clima económico no quarto trimestre deveu-se, sectorialmente, à avaliação positiva da confiança nas actividades de comércio, alojamento e restauração, transportes e da produção industrial, que suplantaram assim a apreciação negativa registada nos sectores de construção e noutros serviços não financeiros.

A expectativa de emprego consolidou os sinais de recuperação iniciado no terceiro trimestre ao aumentar tenuemente (praticamente uma estabilização), tendo o respectivo saldo se situado no nível registado no trimestre homólogo de 2017. 

A estabilidade das previsões de emprego no quarto trimestre, de acordo com o INE, ficou a dever-se às avaliações favoráveis da perspectiva de emprego nos sectores de alojamento e restauração, outros serviços não financeiros e de comércio, o que permitiu suplantar as apreciações negativas nos sectores da produção industrial e de construção e manutenção da confiança dos empresários do ramo de transportes.

No período em análise, em média, 30% das empresas inquiridas enfrentaram algum obstáculo no quarto trimestre, o que representou incremento de 1% de firmas em dificuldades face ao terceiro trimestre.

Esse aumento foi influenciado principalmente pelos sectores de construção, da produção industrial e de alojamento e restauração que aumentaram a proporção de empresas com limitações, facto contrário a redução de proporção de empresas nos sectores de transportes, e de comércio, registando-se uma estabilização das empresas com limitações do sector dos outros serviços não financeiros, aponta o INE.

Realçando, que os sectores de construção (43%), da produção industrial (37%) e alojamento e restauração (32%) continuaram com a maior frequência relativa de empresas com problemas de ambiente de negócios.

Hotelaria Otelaria com desempenho máximo desde  2015

No quarto trimestre, a confiança no sector de alojamento, restauração e similares continuou a recuperar pelo segundo trimestre consecutivo, tendo o respectivo saldo alcançado um valor máximo desde o primeiro trimestre de 2015, da sua série temporal.

A manutenção da confiança favorável no sector que inclui também as cantinas, estabelecimentos de diversão e de bebidas continuou a dever-se à avaliação positiva de todas as componentes do indicador síntese do sector, mas com maior destaque em termos de amplitude para a facturação (volume de negócios) que vem aumentando pelo terceiro trimestre consecutivo.

Já a expectativa da capacidade hoteleira, de acordo ainda com o INE, foi de substancial diminuição, facto que todavia foi acompanhado também da previsão de queda ligeira dos preços futuros.

Cerca de 32% das empresas deste sector enfrentaram alguma limitação de actividade entre Outubro e Dezembro, o que representou 5% de aumento de empresas com constrangimentos face ao trimestre anterior.

Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector foram, a baixa procura (38%), a concorrência (19%), a falta de acesso ao crédito (12%) e os outros factores não especificados (13%) em ordem de importância.

 

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