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Cinquenta mil crentes “inundam” santuário com mensagens de reconciliação

A celebração dos 100 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima começou na passada sexta-feira, com um acto de fé. Centenas de crentes da Igreja Católica desafiaram a estrada, o frio e o escuro da noite na peregrinação (por mais de 60 quilómetros) ao santuário de Namaacha, para se juntarem aos seus irmãos em Cristo. E assim foi! Entre sexta-feira e sábado, foram realizadas várias actividades religiosas. Ontem, último dia das celebrações, os crentes juntaram-se numa missa para reflectir sobre a reconciliação.

O santuário de Nossa Senhora de Fátima foi pequeno para albergar os cerca de 50 mil crentes que participaram na homilia, proferida por Dom Januário, bispo emérito da Diocese de Pemba. Na ocasião, o bispo defendeu a necessidade de os crentes cultivarem o espírito da reconciliação e distanciarem-se de intrigas. “Murmurar é um pecado de sempre. Como dissemos em linguagem mais simples, é o pecado da fofoca. Temos que ter muito cuidado com os fofoqueiros e as fofoqueiras, porque criam intrigas e dificultam a reconciliação”, aconselhou o religioso. Dom Januário usou a ocasião para lançar a campanha das festividades do 75º aniversário do santuário de Namaacha, que se celebra em 2019.    

Por sua vez, Raimundo Diomba, governador da província de Maputo, destacou o papel da Igreja Católica na pacificação e reconciliação do país. “O tema escolhido para a peregrinação deste ano – Maria guia para a verdadeira reconciliação – constitui uma expressão inequívoca da vontade e envolvimento da Igreja no processo de reconciliação dos moçambicanos. Façamos de tudo para a resolução pacífica de todos os problemas que surgem no nosso seio”, disse.

Os crentes aproveitaram o momento para fazer ofertórios à Igreja, num ambiente de muita alegria, os quais garantem que a mensagem difundida pelos clérigos chegou. “Aprendemos que a reconciliação parte da casa de cada um de nós. Como crentes, devemos ser mensageiros dessa palavra, para que vivamos em harmonia na família e no seio de outros irmãos”, disse Cristina Arnaldo, um posicionamento complementado por David Nassengo: “Como crentes, temos que pensar no bem, na paz, em estabelecer consensos. São essas obras que temos que buscar, para que tenhamos uma sociedade mais pacífica”.   

Lembre-se que a celebração central dos 100 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima foi dirigida pelo líder da Igreja Católica, Papa Francisco, que esteve em Portugal, último sábado, onde dirigiu a canonização de dois dos três pastorinhos portugueses que testemunharam a aparição da santa Fátima.

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