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Cimento Dugongo chega a Nampula para alimentar o Norte

Foto: O País

O grupo empresarial dono da fábrica Dugongo vai construir uma fábrica de cimento em Nampula, com capacidade para produzir mais de dois milhões de toneladas por ano. Sobre a subida constante do preço em Maputo, um dos responsáveis disse que a mesma se deve à subida dos custos de produção.

Pode ser o fim de uma espécie de cartel que existe no Norte do país, onde as três fábricas de cimento existentes em Nacala-Porto e Pemba aplicam preços que, num passado recente, já chegaram aos 750 Meticais um saco de 50 kg do cimento de construção civil. Esta segunda-feira, o director-geral da fábrica Dugongo, Wang Feng, assinou um memorando com o Conselho dos Serviços de Representação do Estado em Nampula, na pessoa do próprio secretário de Estado, Mety Gondola, marcando, assim, o início da concretização do projecto de construção de uma cimenteira em Nacala-Porto.

“Do nosso interesse e do interesse do parceiro, temos já definido que em princípio Nacala-Porto é o distrito onde temos um maior potencial, não só enquanto reserva, mas também um maior potencial do ponto de vista logístico que possa facilitar o estabelecimento de uma unidade fabril na dimensão que se pretende”, referiu Gondola, tendo precisado que a fábrica em projecto deverá produzir dois milhões de toneladas de cimento por ano.

A província de Nampula tem grandes reservas de calcário nos distritos de Mossuril, Ilha de Moçambique e Nacala-Porto. Trata-se de um minério usado para fazer clínquer – a principal matéria-prima para a produção do cimento de construção.

“Em primeiro lugar, dizer que nós damos extrema importância o respeito às regras, às leis relevantes de Moçambique, sendo que todas as formalidades, documentos, licenças, devem ser tratados. Então, de acordo com a celeridade de tramitação dessas licenças, de acordo com o nível de preparação em termos de documentação, vamos sempre actualizando em que momento é que poderá ser dado início às construções da fábrica de cimento”, tranquilizou Wang Feng, director-geral da Dugongo.

A fábrica de cimento Dugongo, inaugurada em Maio do ano passado na província de Maputo, iniciou com preços bastante competitivos, mas de Outubro a esta parte houve três reajustes. Sobre esta questão, Feng disse que a mesma se deve ao aumento dos custos de produção em toda a sua cadeia.

“O factor que influencia de grande forma é o de logística. Por exemplo, o preço para o transporte de um contentor que no início do ano passado estava a cerca de 3 mil dólares agora está nos 13 mil dólares e também temos a mencionar o custo do carvão que antes estava a 50 dólares a tonelada e agora está a mais de 100 dólares”.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, no terceiro trimestre do ano passado o volume de venda do cimento aumentou em 98.33% se comparado com igual período de 2020 e a importação do cimento caiu em 12.67% no período em análise.

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