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Cidade de Maputo com falta de gás de cozinha

Há escassez de gás de cozinha da GALP, maior distribuidora do combustível, há cerca de um mês, na cidade de Maputo. Os revendedores dizem que levam dias para receber o combustível e, das vezes que chega, é descarregado em poucas quantidades.

A falta do produto está a preocupar os revendedores e clientes que procuram pelo produto para as suas actividades domésticas.

O “O País” fez uma ronda por alguns depósitos de gás, na cidade de Maputo, e o cenário é de centenas de botijas vazias, perfiladas e à espera de serem abastecidas. Em três pontos visitados, no bairro Polana Caniço, nenhum deles tinha o combustível, situação que preocupa os clientes.

Gil Correia, revendedor de gás, contou que o seu depósito não recebe o combustível há uma semana e que, na última vez, recebeu apenas 50 botijas que acabaram em menos de 30 minutos.

“Tenho mais de 700 botijas aqui, vazias; é uma situação muito complicada, porque não vendemos, nem ganhamos. Temos clientes que chegam de todas as partes da cidade, com esperança de encontrar algo aqui, mas nada”, contou, preocupado.

Por receber clientes de todas as partes da cidade, a solução encontrada foi apontar os seus números num caderno para que sejam contactados, assim que houver o gás. Contudo, Correia diz que a solução não é tão eficaz por não estar a receber o combustível em quantidades suficientes, o que faz com que os clientes fiquem sem o produto.

“Ainda não sabemos o que está a acontecer, de facto, mas dizem que a empresa está em obras e não podem entrar muitos camiões para abastecer, por isso há falta de gás. Assim, decidimos depositar dinheiro ao nosso fornecedor, para que, assim que tiver, nos contactar”.

Na estação de combustíveis da praça da OMM, sem gravar entrevista, “O País” ficou a saber que o cenário é caótico e que, na manhã desta quinta-feira, chegaram apenas 50 botijas, tendo acabado em pouco tempo.

Na ronda feita pela nossa equipa ao longo da cidade, constatámos que apenas a estação do Alto Maé é que tinha o combustível, embora em quantidade reduzida, pois apenas 100 botijas tinham sido descarregadas havia pouco tempo e os clientes não paravam de chegar.

Samuel Ernesto, um dos clientes, contou que, há duas semanas, não conseguia obter o combustível, mesmo tendo procurado por toda a cidade e a solução encontrada foi substitui-lo pelo carvão vegetal.

“Finalmente, consegui hoje, saí da Baixa até aqui, no Alto Maé, à procura e só cheguei aqui por ter visto alguém que acabava de comprar; foi quem me indicou este local. É constrangedor porque não temos nenhuma informação; somos clientes e precisamos de saber o que se passa”, expressou a sua indignação Samuel Ernesto.

Contactada, a empresa GALP prometeu pronunciar-se oportunamente sobre a falta de gás na capital do país.

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