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Cidade de Maputo acordou sem “chapa 100” em três rotas

Foto: O País

Vários transportadores semi-colectivos de passageiros, que operam em três rotas da cidade de Maputo, paralisaram hoje as actividades. O grupo acusa a Polícia de má actuação e quer “um basta” na situação.

Marta Langa regressava, na manhã desta quarta-feira, do Hospital Central de Maputo e ficou surpresa com a greve dos “chapeiros” no meio da viagem. Ela contou como chegaria à sua casa depois de ter sido forçada a abandonar o carro em que seguia. “Venho do Hospital e, como não estavam atentos, carregaram-nos, mas, quando chegamos à paragem Mangueiras, mandaram-nos descer, depois de terem sido alertados. Para concluir a viagem até ao destino, vou andar a pé, pois, graças a Deus, estou perto; vivo aqui próximo, no bairro Luís Cabral, mas os que vivem longe vão sofrer.”

São operadores das rotas Zona Verde-Museu, Malhazine-Museu e Zimpeto-Museu que decidiram, unilateralmente, desligar os motores dos seus carros, mesmo defronte do cemitério de Lhanguene, onde devia reinar o silêncio, no entanto era mais a agitação que tomava conta das imediações, com os chapeiros a reclamarem, mais uma vez,  por extorsão por parte da Polícia, detenções, entre outros actos que consideram injustos.

Hélder Mucambe, motorista na rota Malhazine-Museu, disse que “sempre, todos os dias, eles têm road block só para os coasters, porque basta passar o limite da nossa lotação, somos levados à esquadra e recolhidos para as celas e, para sairmos de lá, nós temos de tirar um valor monetário entre seis a dez mil meticais.”

Outro automobilista, como se estivesse a secundar o posicionamento do seu colega, destaca que há injustiça no seio dos agentes da Polícia. “Isso é injustiça, se a Lei é para ser aplicada, deve ser aplicada para todos, não pode haver separação de classe A, B e C. Então, é isso que faz com que a actividade se paralise neste momento.”

Zefanias Cossa, outro automobilista, sugeriu como solução que fossem permitidos trabalhar livremente.

José Homo, director da Ordem no Comando da PRM na cidade de Maputo, auscultou as preocupações dos “chapeiros” para a busca de solução. “Está previsto na Lei que o número deve ser reduzido, devido à situação que nós conhecemos, portanto vamos à esquadra mais próxima para conversar e procurar uma solução.”

Depois da ida à décima oitava esquadra de Lhanguene, os operadores voltaram a ligar os motores e os carros começaram a carregar passageiros na maior tranquilidade.

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