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Chuvas podem afectar mais de 59 mil famílias na Beira

Cerca de 59 mil famílias residentes na cidade da Beira poderão ser afectadas por inundações, entre o mês corrente até Março de 2018, tendo em conta que estão previstas ocorrências de chuvas normais com tendência para acima do normal.   

Com vista a reduzir o impacto das inundações, que ao nível da Beira têm sido cíclicas e que tem provocado vítimas humanas e destruído vários bens. No ano passado, por exemplo, sete crianças morreram afogadas e o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) esta a inteira-se de perto das acções em curso no Chiveve para mitigar este mal e ao mesmo tempo lançar apelos para que as comunidades locais saibam lidar com este fenómeno natural.

“Pretendemos que quando as inundações começarem a afectar efectivamente as diferentes comunidades da cidade da Beira, as mais de 59 mil famílias, que eventualmente serão abrangidas, estejam prontas para, por se só, evitarem danos humanos e materiais” – indicou Casimiro de Abreu, director-geral adjunto do INGC.

Casimiro de Abreu falava à imprensa depois de ter-se inteirado do projecto de requalificação e reabilitação do sistema de drenagem da Beira, um projecto que visa essencialmente mitigar as inundações nesta urbe.

“Com estas acções que estamos a ver in-loco em diversos bairros da cidade da Beira, levadas a cabo pelo governo na base de esforços do município, com um forte empenho das comunidades, fica claro que o fluxo das águas irá aumentar e, por conseguinte, minorar o sofrimento das pessoas”.  

De acordo como INGC antevê-se, igualmente, ocorrência de inundações, em pequenas escalas noutras regiões da província de Sofala, com destaque para as bacias dos rios Búzi e Púngue. Neste momento, esta na fase terminal a produção do novo plano director, referente a 2017/18 que será levado dentro de semanas ao Governo.

Inundações e construções desordenadas

Construções desordenadas sobre os cursos de águas pluviais, na cidade da Beira, têm sido apontadas como uma das principais causas de inundações na Beira, e o município garante que o cenário vai mudar nos próximos seis meses.

Na cidade da Beira foi notório, de algum tempo para cá, a construção e ou alargamento de infra-estruturas de empresas privadas e pessoas singulares para locais que habitualmente circulam águas pluviais. Este facto adicionado as mudanças climáticas tem contribuído grandemente para inundações cíclicas na Beira.

O Conselho Municipal da Beira esta ciente disso e garante que o cenário vai mudar.
“É verdade que existem algumas construções e ou infra-estruturas em diversos bairros da cidade da Beira que não tiveram o devido acompanhamento para se acautelar o percurso das águas pluviais. Já temos anotado todos os pontos onde é preciso fazer uma correcção, junto as empresas que obstruíram ou confinaram os cursos das águas. Essas medidas serão tomadas com brevidade, que é para podermos ter maior ganho dessas valas primárias que estão a ser reabilitadas” – explicou Manuel José, vereador institucional do CMB.

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