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Chuvas fortes podem criar inundações e afectar mais de 44 mil pessoas em Maputo e Inhambane

São no total 44.500 pessoas, nas províncias de Maputo e Inhambane, que poderão ser afectadas pelas inundações que poderão acontecer em resultado das chuvas intensas previstas para a zona sul, a partir desta sexta-feira, segundo a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos.

As últimas chuvas que caíram na região sul, associadas aos altos níveis de escoamento de águas nos países vizinhos, estão a causar inundações e intransitabilidade em algumas vias de acesso na província de Maputo. Para aferir o nível de estrados, uma delegação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) visitou, ontem, os distritos da Manhiça e Magude.

No primeiro distrito, por exemplo, a via que vai dar ao povoado de Calanga encontra-se intransitável. Mais do que bloquear vias, as águas estão a engolir culturas diversas, colocando as populações em desespero. Esta situação poderá agravar-se nos próximos tempos.

“Face à previsão meteorológica, que indica a possibilidade de ocorrência de chuvas fortes para a região sul, associadas ao actual cenário hidrológico, caracterizado por altos volumes de escoamento de águas, prevê-se que as bacias do Maputo, de Incomáti e do Umbeluzi registem aumento significativo do caudal ou escoamento, agravando o actual cenário de inundações”, esclareceu Isac Filimone, Técnico de Recursos Hídricos no Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

A fonte acrescentou que “essas chuvas poderão afectar 34.500 famílias ao longo dessas três bacias hidrográficas da província de Maputo, e ainda, poderão afectar outras 10 mil pessoas ao longo das bacias de Nhanombe e Mutamba, na província de Inhambane”.

Tendo em conta os possíveis cenários de aumento dos caudais das bacias hidrográficas da província de Maputo, o INGD garante ter equipamento para prestar socorro às populações, em caso de necessidade.

“Para a província de Maputo estamos a pensar em alocar cinco barcos para atender situações de salvamento e/ou retirada das populações que se encontrarem sitiadas. Do trabalho que efectuamos, notamos que não iremos precisar de centros de acomodação nesta província. A nossa visita é de monitoria para que possamos agir com a devida antecedência, caso seja necessário avisar as populações de possíveis cheias. Para o efeito, estamos a trabalhar com os governos provinciais e distritais para que o trabalho seja coordenado”, disse Luísa Meque, presidente do INGD.

As autoridades calculam que as chuvas que irão iniciar esta sexta-feira se prolonguem até segunda-feira e causem inundações urbanas nas cidades de Maputo, Matola e Xai-Xai.

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