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Chuva agrava buracos na via Machava-Nkobe, no Município da Matola

Foto: O País

Mantém-se o cenário de degradação nas vias de acesso do troço Machava-15 a Nkobe, no Município da Matola. Automobilistas dizem que os buracos existentes na via, agravados pela queda da última chuva, danificam as viaturas e criam congestionamento.

Os problemas, para quem vai à Nkobe, começam no troço da Mafurreira, um local cujos problemas já nem vale a pena mencionar, pois o cenário tende a ser pior, na entrada da Machava-15.

Na estrada, com buracos cheios de água da chuva, ouvia-se o roncar dos carros, e via-se uma enorme fila de carros parados, nas duas faixas de rodagem, sem ter por onde passar, quando “O País” chegou lá por volta das 13 horas.

Os visados nem queriam falar e justificaram: “Estamos cansados, todos os dias somos entrevistados, expomos a situação, mas nada muda, sempre falamos dos mesmos problemas, pedimos socorro, clamamos por ajuda, mas tudo em vão”, gritava um automobilista.

Os que aceitaram falar com “O País” descreveram dias de sofrimento, para passar por aquele local. Segundo Carolina António, para passar da Machava-15, é preciso estar preparado para perder, naquele troço, entre 30 a 40 minutos, devido ao tráfego, originado pelos buracos da via.

“Os nossos carros estão estragados. A situação piora quando chove, metemos os nossos carros em buracos, sem ver a real situação, uns têm o azar dos carros pararem de funcionar dentro dos buracos, de tanta água ou por terem batido numa pedra, e outros vêem os danos depois, mas não há como escapar dito”, reclamou a automobilista.

O jornal “O País” seguiu para Nkobe. Aos solavancos do carro, originados pela degradação da via, por quase toda a extensão da via, da Machava-15 até à esquadra de Nkobe, os buracos já denunciavam os murmúrios dos automobilistas, que clamavam por socorro à nossa equipa de reportagem.

A estrada onde os buracos tomaram conta do asfalto, até carros de maior tonelagem enfrentam dificuldades para passar.

“No sábado, dois autocarros pararam aqui, neste buraco, porque a profundidade é maior. Nós fomos abandonados aqui, este é um bairro muito próximo à cidade da Matola e à Cidade de Maputo, mas levamos horas para chegar, não há justificação”, queixou-se José Macedo, um residente do bairro.

A fonte relatou que, nos dias de chuva, são poucos os “chapas” que chegam àquele bairro e a solução é fazer ligações para poder sair e entrar do bairro.

Já os transportadores de passageiros queixam-se da suspensão dos carros, do valor do combustível e de outros custos, que fazem com que o seu trabalho não seja rentável.

“Já não estamos a ganhar nada fazendo este trabalho, perdemos muito tempo no engarrafamento, metemos os nossos carros nos buracos e na água, toda a suspensão vai embora, e o preço do chapa mantém-se, isso não é justo”, refilou Osvaldo Raimundo.

Os moradores e automobilistas pedem, há tempo, solução para o problema, mas, mais uma vez, insistem, por respostas urgentes.

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