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Chiquinho Conde pronto para devolver alegria e esperança aos moçambicanos

Fotos: Olho Clínico

O técnico moçambicano Francisco Conde, mais conhecido por Chiquinho Conde, antigo capitão dos Mambas, aterrou nas primeiras horas deste sábado na capital do país (Maputo) para fechar contrato com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para assumir o comando técnico dos Mambas.

Chiquinho Conde, que já orientou os Mambas em 2010, durante uma partida amigável entre Moçambique e Portugal, de preparação da equipa das quinas para o Mundial da África do Sul, no mesmo ano, diz que é um enorme orgulho poder comandar a selecção do seu país.

“É um orgulho e satisfação enorme voltar ao meu país, volvidos três anos, e sinto-me privilegiado por ter sido convidado pela Federação Moçambicana de Futebol para estabelecermos o contacto para formalizar o contrato e espero que cheguemos a um acordo, porque para mim é uma enorme missão patriótica que me ocorre para desempenhar esta função”, disse Chiquinho Conde que, ainda este sábado, vai manter um encontro com a direcção da FMF para os termos de referência do contrato de trabalho.

Ademais, o novo seleccionador nacional não nega que este é o realizar de um sonho, uma oportunidade que não vai deixar escapar. “Sinto-me lisonjeado porque é a realização de um sonho. É motivo de orgulho e satisfação e como sempre disse estarei sempre disponível para abraçar um projecto da selecção”, disse para depois acrescentar que vai dar toda energia pelo sucesso dos Mambas, afinal “é um projecto grandioso e estarei 200% para ajudar para que a selecção tenha êxitos”.

Ainda assim, reconhece que não será tarefa fácil, até mesmo porque “muitas vezes o sucesso não é somente ganhar títulos, mas passa por fazer coisas marcantes e deixar legados no futebol moçambicano, que está avesso de vitórias, porque no passado nunca ganhamos nada e se conseguirmos a qualificação será motivo de enorme satisfação”.

Chiquinho Conde, que iniciou a carreira de jogador no Maxaquene e depois partiu para o profissionalismo em Portugal, onde jogou, dentre vários clubes, no Vitória de Setúbal, Sporting Clube de Portugal, nos EUA e outros clubes, onde conquistou diversos títulos individuais, reconhece que há uma diferença entre alcançar sucesso como jogador e como treinador. “Ser jogador depende das nossas perninhas e como treinador dependemos das bolas que entram ou saem e da performance dos jogadores”, disse o técnico que já orientou o Ferroviário de Maputo, a então Liga Muçulmana de Maputo e União Desportiva de Songo, onde conquistou títulos nacionais.

Mas para a selecção nacional já sabe o que vai encontrar. “No contexto nacional, estamos a falar de belíssimos jogadores e, neste momento, temos bons jogadores a jogarem fora do país e este fosso em relação a outros países forçosamente terá que ser diminuta pela qualidade que nós temos”, disse convicto Conde, que se mostra pronto a vencer pelos Mambas.

Mas sabe que não será fácil ter o sucesso que deseja, afinal “muitas vezes as coisas não correm como queremos e por isso os jogadores terão que perceber que se as coisas funcionarem como eu entendo e a minha equipa técnica estabelecermos, podemos devolver aquilo que é a paixão, crença, esperança e a alegria do povo moçambicano”.

“Esta é a onda vermelha, a onda dos Mambas e temos que transmitir essa confiança e essa esperança e fazermos tudo em campo quando estivermos a vestir a camisola e sentirmos que a pátria é uma missão. E se for necessário temos que deixar a pele em campo, comer a relva e sermos camicases como se disputássemos a um último lance para, de facto, transmitimos a alegria a esse povo e se isso acontecer estaremos mais próximos de ganharmos do que de perdermos”, disse o novo seleccionador nacional que vai ser apresentado nos próximos dias.

Chiquinho Conde chega à selecção nacional para substituir o português Horácio Gonçalves, despedido semana passada devido a maus resultados e mau ambiente no balneário, numa altura em que disputava a fase de qualificação ao Mundial do Qatar, em 2022.

A primeira grande missão de Chiquinho Conde será o duplo embate dos Mambas diante da Costa do Marfim e Malawi, para as duas últimas jornadas do grupo D de qualificação ao Mundial 2022, onde os Mambas ocupam a última posição com apenas um ponto em quatro jornadas disputadas.

O primeiro grande objectivo será tirar os Mambas dessa posição, para depois entrar de frente na fase de qualificação ao CAN-2023, que terá lugar na Costa do Marfim.

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