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China perdoa parte da dívida de Moçambique

Moçambique não precisa de pagar 2.6 dos cerca de 150 mil milhões de meticais que tem em dívida com a República Popular da China. Para isso, os dois países assinaram, na última Sexta-feira, um protocolo sobre o perdão parcial da dívida moçambicana com a China.

Os signatários foram a Ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Verónica Macamo e o embaixador da China, Wang Hejun, num acto que parecia uma simples assinatura, mas que terá um efeito de 2.6 biliões de meticais para os moçambicanos.

À base do acordo, a China dispensa 2.6 mil milhões dos 150 que Moçambique deve àquele país asiático, referentes a três empréstimos sem juros, que, aliás, Moçambique já devia ter começado a fazer o pagamento, no ano passado.

É um perdão significativo, sendo que Moçambique se livra de parte das suas obrigações com a China, estas que, totalizando, representam 16 porcento da dívida pública moçambicana.

Um facto que mereceu a apreciação da Ministra Verónica Macamo, que destacou que se tratou de “um gesto de solidariedade e amizade” que a China mostrou ter com Moçambique.

Não para menos: mais do que dispensar os 2.6 mil milhões de meticais da dívida de Moçambique, a China vai injectar mais verba em apoio ao país. Para tal, as partes assinaram um outro protocolo económico e técnico de apoio a Moçambique.

Serão 1.6 mil milhões de meticais, destinados a apoiar no desenvolvimento de Moçambique, especificamente, dando suporte a projectos de construção económica e social de Moçambique.

O que terá um impacto destacável para a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, “neste período em que Moçambique enfrenta uma combinação de desafios, sendo de destacar o terrorismo, a violência armada no centro do país, as adversidades da pandemia COVID-19 e o impacto das mudanças climáticas”, explicou Macamo.

Recorde-se que a China foi o primeiro país a disponibilizar 280 mil doses da vacina contra a COVID-19 para Moçambique, as quais fizeram parte do lote destinado para vacinação dos profissionais da Saúde e grupos prioritários, de acordo com o plano de vacinação apresentado pelo Ministério da Saúde.

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