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Chefe do Estado confere posse à nova presidente do INE

Presidente da República conferiu posse, hoje, à nova presidente do Instituto Nacional de Estatísticas, a quem exigiu maior domínio no manuseamento e cruzamento de dados, por evitar questionamentos

Abre-se uma nova página no Instituto Nacional de Estatísticas com a saída de Rosário Fernandes e entrada de Eliza Mónica Magaua, empossada hoje pelo Presidente da República Filipe Nyusi.

Depois de conferir posse à nova presidente do INE, o Presidente da República, Filipe Nyusi, propôs um brinde, para o qual o pretexto foi a credibilidade do INE. “Por um INE cada vez mais credível”, disse Nyusi com o copo de champagne na mão e levando à boca.

Mas antes do brinde, o Presidente já tinha feito um discurso de ocasião, onde frisava a responsabilidade que é dirigir o INE e fez exigências. “As responsabilidades que pesam sobre o Instituto Nacional de Estatísticas, decorrentes das suas atribuições e competências, são bastante importantes e exigem dos seus dirigentes e colaborados, para além de uma refinada competência técnica, muito tacto no tratamento e cruzamento de dados”, finalizou o Presidente da República.

ROSÁRIO FERNANDES EXPLICA-SE

Rosário Fernandes explicou a sua saída com a necessidade de que o Instituto Nacional de Estatísticas continue a pautar pelas “boas práticas” estatísticas sem quaisquer pressões.

É que, neste momento, os resultados do censo 2017 em Gaza não estão a coincidir com os do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, uma diferença de cerca de 300 mil pessoas. E Rosário Fernandes diz que mais do que resultados eleitorais, dados não confiáveis podem comprometer tudo o resto, desde os orçamentos aprovados, as infra-estruturas necessárias e prioritárias, bem como a alocação dos recursos do país.

“Se a ciência e técnicas estatísticas forem sufocados, colocam-se em causa as políticas públicas”, disse Fernandes, alargando as consequências da confusão dos números das estatísticas em Gaza para fora dos resultados eleitorais.

E sobre a confusão, a nova presidente do INE, Mónia Magaua, diz que até finais de Dezembro deste ano poderá terminar o trabalho que vai culminar com o esclarecimento de todas e quaisquer dúvidas relacionados com estes dados.

“Estamos a trabalhar, estamos a verificar cada uma das etapas. Há fase dos cartógrafos, há fase dos demógrafos, dos amostristas e digo que não somos só nós, mas outras instituições a trabalhar nisto”, começou a sua explicação no primeiro contacto com a imprensa enquanto presidente do INE.

No que diz respeito especificamente à instituição que passa a dirigir, Mónica Magaua diz que o trabalho que está a ser é de “criar indicadores demográficos para poder fazer as projecções da população e o término previsto é Dezembro de 2019”.

Ou seja, será depois das eleições marcadas para 15 de Outubro, o que significa que os deputados em Gaza já terão sido eleitos, embora sem tomar posse ainda.

 

 

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