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Cerca de 80 feridos em protestos pró-democracia no eSwatini

Foto: DW

Pelo menos 80 pessoas foram feridas em eSwatini, a última monarquia absoluta de África, em resultado da violenta repressão de manifestações no país pela polícia e exército, anunciou o sindicato local dos funcionários.

Grandes destacamentos da polícia e do exército, fortemente armados, ocuparam as ruas das duas principais cidades do país, a capital, Mbabane, e Manzini, e dispararam balas de borracha e gás lacrimogéneo contra os manifestantes.

O pequeno país da África Austral tem sido palco de uma onda de protestos, que dura há várias semanas, para exigir democracia.

Foi disparado gás lacrimogéneo contra um autocarro que transportava manifestantes e as redes sociais divulgaram imagens de pessoas a saltar das janelas do veículo envolto em fumo branco, antes de a Internet ser cortada no país, por volta do meio-dia de ontem. Em Mbabane, uma escola secundária foi incendiada, de acordo com a DW.

Uma onda anterior de protestos pró-democracia em Junho último, organizada pela sociedade civil e pela oposição, resultou num balanço de, pelo menos, 28 pessoas mortas.

Em eSwatini, o rei nomeia ministros, controla o parlamento e os partidos políticos estão proibidos há quase 50 anos.

Coroado em 1986 aos 18 anos de idade, o actual rei, que tem 15 esposas e mais de 25 filhos, é uma figura fortemente desacreditada, devido às suas políticas repressivas e a um estilo de vida fortemente ostensivo num país onde dois terços da população vive abaixo do limiar da pobreza.

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