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Cerca de 44 comerciantes da Praça da Juventude já foram cadastrados para alocação em novos mercados

Foto: O País

Trata-se de 28 vendedores de produtos diversos, 11 operadores de táxi e cinco motoristas, que praticam actividades comerciais na Praça da Juventude, vulgo Magoanine, que foram cadastrados nesta sexta-feira pelo Conselho Municipal de Maputo, no âmbito da requalificação do local. O processo terá a duração de 15 dias, estando previsto o seu término para 17 de Setembro.

Segundo o vereador para área da Juventude e Cidadania no Município de Maputo, Nércio Duvane, esta actividade visa apurar quem e quantos são os comerciantes que, neste momento, operam naquele local, para facilitar a sua alocação nos novos mercados.

“Iniciámos no dia 1 de Agosto a sensibilização e educação cívica dos munícipes que desenvolvem actividades de geração de renda naquele local, para a sua retirada voluntária, num período de 90 dias, sendo 30 de Outubro último dia. Nesta senda, ontem iniciámos o processo de cadastro de munícipes que desenvolvem actividades compatíveis, para o seu enquadramento nos mercados”.

Da lista serão abrangidos os vendedores de produtos alimentares (frescos, hortícolas, frutas), roupas usadas, taxistas e mototaxistas, sendo que estes últimos poderão ter os seus pontos nas áreas adjacentes à praça.

Porém, nem todos que ali trabalham são elegíveis ao cadastro. Nércio Duvane explica o porquê.

“Ainda persistem actividades que não encontram o enquadramento naquilo que são os espaços que o município tem disponível para alocação. Nós não temos praças ou feiras que acomodam actividades, como a venda de materiais de construção (pedras, areia e blocos) e reparação de viaturas. A mensagem que deixamos é que usem o prazo de 90 dias para organizarem locais, onde possam desenvolver as suas actividades de forma legal”, disse.

Findo o prazo estipulado pelas autoridades, os vendedores informais, apesar de discordarem, só lhes caberá obedecer, pois, segundo disseram, “se não cumprirmos, os agentes da Polícia virão remover as nossas bancas à força e ainda recolher os nossos produtos. Nós vamos sair, mas vender no mercado não será fácil, pois os nossos clientes facilmente nos encontram aqui”, desabafou Melita Manhiça, vendedeira de frutas no centro da praça.

A edilidade de Maputo diz que, na primeira quinzena de Outubro, fará o encaminhamento dos grupos registados para os mais de três mercados circunvizinhos previamente identificados.

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