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Cerca de 400 vendedores continuam sem bancas no Mercado 1 de Maio em Tete

Em Março deste ano, um incêndio de grandes proporções destruiu completamente cerca de quatrocentas bancas no interior do Mercado 1 de Maio, na província de Tete,  as chamas consumiram maior parte dos produtos.

De lá a esta parte, maior parte das vítimas tem passado por situações de lamentar, por falta de dinheiro para dar continuidade aos seus negócios. Entretanto, os poucos vendedores, que conseguiram recuperar parte dos bens, já regressaram ao local e exercem actividades em bancas improvisadas, no recinto do mesmo mercado. Eles dizem que, apesar do esforço, a forma como têm sido realizadas as actividades, não é confortável.

“A minha banca ficou destruída pelo incêndio e, neste momento, estou a vender os meus produtos em locais improvisados, para conseguir sustentar-me e a minha família”, disse Isac Cachingue, vendedor no Mercado 1 de Maio.

Outra vendedeira, de nome Paciência Mário Joia, que também teve parte dos produtos consumidos pelas chamas, diz que está difícil fazer negócio nas condições em que o mercado se encontra.

“Estou a exercer o meu negócio nesta banca improvisada, apenas para conseguir dinheiro, porque tenho contas por pagar e os meus estudos”, disse Paciência Joia.

As vendedeiras, que confecionavam alimentos no interior do mercado, também estão a enfrentar as mesmas dificuldades. Confecionam os alimentos nas suas próprias residências, enquanto aguardam pela atribuição de novas bancas.

“A edilidade orientou-nos a cozinhar nas nossas casas enquanto decorrem as obras de construção e reabilitação do mercado”, disse Dinha Jaime, tendo sido secundada por Amélia Jorge: “a situação de termos que confecionar os alimentos em casa e carregar panelas todos os dias para o mercado está a ser cansativa”.

Sobre o assunto, o vereador para área de Infra-estruturas na autarquia de Tete, Waide Cadre, garante estarem em curso obras de construção de cento e cinquenta novas bancas, a serem entregues dentro de vinte e um dias, a igual número de vendedores.

“Não vamos conseguir repor todos os vendedores que exerciam actividades no mercado, apenas iremos contemplar cento e cinquenta vendedores dentro de vinte e um dias, assim que se concluírem as obras. Os restantes vendedores serão alocados noutros mercados da cidade de Tete”.

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