O País – A verdade como notícia

“5G aparece no momento em que a eficiência da energia é uma questão de vida ou morte”

Não há sombra de dúvidas que em países onde a tecnologia 5G está a ser implementada tem ocorrido grandes transformações, desde a telemedicina, por exemplo e pelo facto de que muito e mais objectos estão conectados à internet e podem ser remotamente manipulados. Em Moçambique, qual seria o impacto desta tecnologia?

Quando falamos de 5G, gostaria, mais uma vez, de recordar sobre os três números mencionados quando fui entrevistado na última edição do Moztech, que são 1, 10 e 100, onde 1 significa 1 milissegundos, com velocidade da internet muito baixa, 10 significa 10 gigabits, é rápido na transmissão e 100 significa 100 biliões, é o número massivo de dispositivos conectados; com a tecnologia avançada, acredito que o impacto de 5G será grande em Moçambique, tomando telemedicina que mencionaste como exemplo, a tecnologia 5G permite aos médicos fazerem o diagnóstico e o tratamento para mais pacientes num dado espaço de tempo e principalmente nas zonas rurais. Com esta conectividade, os médicos poderão realizar trabalhos nos pacientes dessas zonas rurais, onde o transporte e a existência de serviços médicos são limitados. A pesca é também um dos sectores importantes porque Moçambique tem vários recursos marinhos, portanto a tecnologia 5G poderá ser adoptada para transformar a pesca usando um conceito que chamamos de reconhecimento visual do peixe. Neste conceito, colocamos uma câmara de alta definição na água para captar imagens de peixe, identificar parasitas nos peixes e depois disso podemos fazer o seguimento dos peixes e desta forma podemos prevenir que algo ruim aconteça, mesmo antes de acontecer; com o uso deste tipo de tecnologia aumentamos a produtividade e baixamos o custo da produção pesqueira. Em Moçambique há muita riqueza em termos de recursos minerais e com tecnologia de baixa velocidade, os trabalhadores poderão fazer o controlo remote das máquinas, mesmo sob condições muito cruciais, portanto não precisas de tomar o risco no local, deste modo poderá estar mais seguro e a eficácia será maior. Como uma verdadeira tecnologia revolucionária, a indústria, educação, revendedores, transporte e entretenimento irão eventualmente beneficiar-se da tecnologia 5G, em Moçambique, acredito que bastando que os líderes da indústria pensem amplamente e abracem a tecnologia 5G o mais breve possível, acredito que todo país irá se beneficiar disso.

Que tipos de estratégias devem ser adoptadas com vista a garantir que, por exemplo, nas zonas rurais, a maioria da população possa se beneficiar da tecnologia 5G?

Acho que esta é uma questão bastante realística porque quando falamos sobre 5G, é baseado no 4G e a próxima fase será a rede 5G autónoma, serão separados em duas fases, a primeira fase consiste em aumentar a cobertura da rede básica, estamos a falar de 2G, 3G e 4G que é a principal tecnologia em Moçambique e por expandir a cobertura de 4G, o 5G poderá ser acrescentado por cima da rede 4G, baseado nisso, a tecnologia poderá ser directamente desenvolvida para 5G e a próxima fase consistirá em termos uma tecnologia autónoma que está sendo negociada por várias entidades de países diferentes sob a liderança do CGPP. Portanto, na minha perspectiva, em Moçambique, para se prover serviços e com a finalidade de fazer com que as pessoas residentes nas zonas rurais usufruem o benefício da conectividade, a coisa mais importante é aumentar a cobertura universal, o mais breve possível e acredito de que o governo e os operadores têm estado a implementar essas acções, já há bastante tempo, contudo, neste momento acho que eles deviam ser um pouco mais agressivos com vista a melhorarmos a cobertura universal, para que as pessoas que estão desconectadas possam estar conectadas o mais breve possível. E a próxima fase não consiste em apenas ter a conectividade, mas precisas de ter uma melhor experiência do uso de uma rede rápida, a banda larga nacional, que irá permitir conectar com as pessoas, com as máquinas e com as outras empresas, com uma boa velocidade e estabilidade, repito, todos podem fazer o que poderem, baseado na conectividade, o meu ponto de vista neste momento e a minha sugestão é de sermos mais agressivos na cobertura universal.

O aumento da cobertura da internet requer investimento, acha que o nosso país possui capacidade para tal?

Porque em África, acho que a maioria dos países têm problemas semelhantes, a pressão financeira, a minha opinião é que por exemplo, Moçambique deve alavancar todos os recursos de diferentes partes, não apenas do sector privado, mas também do sector público. Falando da situação em Moçambique, a minha sugestão é de que em primeiro lugar tem que se tentar obter novos modelos para além dos existentes, porque os já existentes realmente funcionam, tenho que assim dizer, porque anualmente há fundos do governo para os operadores, para ser mais preciso, para as zonas rurais; isso funciona, mas a minha sugestão como resposta à questão colocada é que temos que ser mais agressivos, talvez pode se tentar ou tomar em consideração alguns modelos novos e os fundos de algumas organizações, podendo ser do Banco Mundial e de outras instituições financeiras e de outras organizações com visão de ajudar a conectar as pessoas que estão desconectadas, acho que existem várias oportunidades e sempre dissemos que é mais fácil de se encontrar a solução quando temos apenas um único problema, bastando que todos intervenientes trabalhem em conjunto, acredito que podemos eficazmente resolver os problemas financeiros.

Como é que avalia a qualidade de operadores em Moçambique, em termos da internet, acha que estão a ter um bom ou mau desempenho, estão talvez no meio-termo ou ainda estão a enfrentar dificuldades para prover melhores serviços para as pessoas?

Sendo franco e honesto, acredito que os operadores em Moçambique estão a fazer um grande trabalho, olhando para a geografia e para a distribuição da população, porque as pessoas não apenas residem no centro do país, não residem apenas nas capitais provinciais, talvez a maioria esteja lá, mas continuamos a ver muita gente espalhada em diferentes zonas e o país é extenso e também com uma longa costa. Assim sendo, na minha opinião, quando comparamos o número de pessoas servidas pelas três operadoras em Moçambique, essas pessoas têm oportunidade de ter acesso à internet, contudo, ainda há espaço para que possam fazer melhorias. Estamos sempre a falar da cobertura universal e quando olhamos para as operadoras, elas aplicam tarifas estáveis e acessíveis às pessoas quando comparamos com outros países. Nós próprios realizamos essa pesquisa e fizemos a comparação das tarifas aplicadas nessa região na qual constatamos que Moçambique é um dos mercados mais baratos, não digo que o mercado é barato mas refiro-me às tarifas que são realmente baixas, para que as pessoas possam usufruir da internet, dos benefícios com baixos custos comparando com outros países. Portanto, isso é algo que os operadores estão a tentar fazer, é claro que todas as empresas precisam de ter lucros razoáveis para manterem as operações, na minha opinião as operadoras estão a dar o seu melhor para servir o povo em Moçambique, admiro a elas e é claro que ainda há espaço para se implementar melhorias, razão pela qual sempre digo que todos os intervenientes, não apenas os operadores, mas empresas como Huawei, o governo e reguladores, precisamos todos de tomar a nossa responsabilidade de prover melhores serviços para o povo em Moçambique.

Há uma outra questão que se coloca no debate que tem a ver com a iliteracia tecnológica. Temos uma vasta maioria de pessoas que residem nas zonas rurais que não sabem utilizar o telemóvel, não existem estatísticas oficiais, mas parece que muita gente não explora esse meio, ou explora menos de vinte e cinco porcento da capacidade dos telemóveis, como assegurar que a tecnologia como 5G poderá beneficiar as pessoas e poderá promover a inclusão das pessoas?

A tecnologia, a literacia, a industrialização inclusiva e sustentável podem beneficiar uma a outra. Não devemos separá-las ou insolar, no meu ponto de vista, precisamos de juntar e caminharem em paralelo para alavancarem o nível da economia de Moçambique para um outro nível, portanto, a sua questão, de que como é que podemos garantir isso, de um lado, a chave para o alcance da industrialização sustentável é continuarmos a investir no cultivo porque a geração jovem é sempre muito importante e o cultivo do programa deve ter a colaboração do sector público e privado em três áreas: a primeira é o aumento digital dos profissionais das TIC e o segundo aspecto consiste em encorajar e permitir os jovens estudantes a melhorarem os seus estudos relacionados com as TIC e fazer com que eles sejam mais empregáveis e o terceiro aspecto é a promoção das TIC no cidadão comum, do outro lado a própria tecnologia 5G irá trazer os benefícios à conectividade e cobertura da educação, isto é muito importante. Portanto, com a melhor conectividade, os estudantes terão mais interesse e incentivos de aprender quando tiverem acesso aos vastos recursos de aprendizagem e os professores poderão também ser empoderados com as melhores habilidades e o mais importante é que com a melhor conectividade pode-se expandir a educação inteligente para as zonas rurais, onde as jovens gerações não conseguem participar nas aulas, nas escolas, talvez porque estão tão distante das escolas, talvez não haja bom sistema de transporte público ou são extremamente pobres para conseguirem ter acesso à educação.

Apesar de haver industrialização sustentável, vimos que na realidade de Moçambique, há muita gente que trabalha no sector informal. Como é que essas pessoas poderão beneficiar da tecnologia 5G para melhorarem os seus negócios? Vimos a maioria das pessoas a fazerem negócios todos dias, nos mercados formais e informais, vimos isso em todo país, é possível com que a tecnologia 5G ajude essas pessoas? Como é que poderão garantir o uso dessa tecnologia na sua vida cotidiana e nos seus negócios?

A tecnologia 5G, preciso de mencionar isso de novo, esta é a fundação para a conectividade no futuro, irá permitir com que mais máquinas, mais dispositivos e pessoas estejam conectados à internet.

Mas não há necessidade de se usar dispositivos sofisticados, ou essa é a principal condição para o uso da tecnologia 5G?

Não! Estou a dizer que no futuro tudo deve estar conectado e a razão de sempre dizer que 5G é o local para a conectividade no futuro é devido às três características que mencionei no princípio, a sua rápida velocidade, baixa e a conectividade massiva. Portanto, com essas três características chaves de 5G, irão permitir com que as pessoas, as máquinas estejam conectadas, podendo fazer o que quiserem baseado nisso, respondendo à sua questão de como é que as pessoas trabalhando no sector formal e informar poderão usufruir da tecnologia 5G no seu cotidiano. A minha sugestão é que, em primeiro, devemos estar abertos para todas as tecnologias, 5G é uma tecnologia, mas claro que existem outras tais como o Cloud (Nuvem), a inteligência artificial, internet de coisas, são todas tecnologias, portanto temos que estar abertos para este tipo de tecnologias, incluindo o governo, este deve encorajar com que se abracem essas tecnologias ou estabelecer regras para a aceleração do motor desse tipo de tecnologias em Moçambique, essa é uma das prioridades e depois disso, a forma na qual as pessoas poderão usufruir é baseada na sua percepção da tecnologia. É preciso que haja estudantes com habilidades ou pessoas que entendem a tecnologia para que possam elaborar programas ou aplicações baseadas nos requisitos das pessoas; o último aspecto que gostaria de enfatizar é que a conectividade serve para conectar a ti, com as outras pessoas e máquinas, portanto, o que precisamos de fazer é sermos proactivos nas coisas do futuro, como é que podemos alavancar a tecnologia na vida cotidiana, desta forma, não precisa de pensar tanto, podes pensar em algo da vida cotidiana, o que queremos melhorar no cotidiano.

A rede 5G fará com que as fábricas sejam mais inteligentes e os processos mais rápidos e melhores, para além disso espera-se que a tecnologia 5G irá permitir uma grande conectividade de máquinas num curto espaço de tempo, reduzindo os custos operacionais e aumentando a produtividade. poderá ser adoptada enquanto se mantém o processo limpo e amigável ao meio ambiente?

5G aparece no momento em que a eficiência da energia é uma questão de vida ou morte porque a eficiência da energia é bastante importante neste momento, a tecnologia 5G poderá desempenhar um papel muito significativo em ajudar todas indústrias a alcançarem as suas metas de sustentabilidade, permitindo-lhes que sigam a partir dos seus processos e comportamento, de acordo com a pesquisa realizada pela Huawei e as Análises, Mason, constatamos que 5G poderá ter um impacto ambiental significativo em sectores como energia, saúde e na manufactura. Todos esses têm elevadas emissões de gases com efeito de estufa, isto requer a combinação de outras tecnologias tais como Cloud, Inteligência Artificial, internet das coisas, mais outra mudança como a adopção de energias renováveis. Em termos da poupança de energia, como uma empresa razoável, a Huawei tem estado a trabalhar e a investir tanto nas soluções de poupança de energia. Neste momento fizemos a arquitectura da nossa solução que denominamos de solução Lean-Sai, que o consumo da energia e o custo de energia em 5G é de uma décima de trinta em 4G, porque ao falarmos sobre a velocidade falamos de 1 gigabit, 2 gigabit, portanto o nosso consumo de energia por bit e o custo por bit é baixo em 4G. Porquê é que podemos alcançar isso porque estamos a desenhar novos algoritmos e estamos a usar algum material novo, bem como uma novo formato. Portanto, com todo esse tipo de acções levados a cabo, bem como os outros parceiros nas outras indústrias estão a tentar fazer o seu melhor para reduzirem o consumo de energia e melhorarem a eficiência da energia, tal como as viaturas electrónicas que usam bateria de lítio que permite a viatura a percorrer mais de quinhentos quilómetros sem ser carregada.

Como é que a Huawei olha para o mercado e como é que se posiciona estrategicamente? Em outras palavras gostaria de saber qual é a estratégia da Huawei para o nosso mercado?

Conforme possa saber, a Huawei tem operações em mais de 160 países, na verdade a empresa é conduzida por iniciativas, neste momento que chamamos de “ataque para todos”. Em Moçambique, em primeiro lugar iremos cumprir com as leis, regras e regulamentos locais; em segundo, iremos trabalhar sob a orientação do governo, da estratégia de desenvolvimento das TIC; e por fim quero ser honesto dizendo que a nossa estratégia é bastante simples e clara, queremos ser impulsionadores através das TIC, para alcançar as vidas das pessoas e na comunicação, essa é a nossa estratégia, é claro que há muita coisa que temos que fazer para alcançarmos essa estratégia, seremos impulsionadores para todas indústrias, principalmente para os operadores, para o governo e para os reguladores bem como para qualquer utilizador, gostaríamos de ser impulsionadores para impulsioná-los a melhor utilizarem as TIC para alcançarem uma melhor vida e melhor comunicação.

As tecnologias são muito importantes em camadas sociais. Huawei tem sido activo na promoção das tecnologias, oferecendo vários dispositivos nas escolas. Como fazer para replicar e massificar essas iniciativas e o seu impacto social, principalmente, em termos de educação?

 Na verdade, realizamos vários programas ou actividades recentemente, com o governo e com outros parceiros, por exemplo, a competição das TIC 2020 e também apoiamos a primeira cimeira digital em Moçambique, programas do futuro e conforme sabes também doamos algum equipamento das TIC para laboratórios informáticos na UEM e UP o que lhes ajudou a equiparem os laboratórios informáticos nessas universidades e estamos a trabalhar com mais universidades e instituições para equipar mais salas das TIC Huawei, também assinamos um Memorando de Entendimento com o INEFP para que os seus formandos possam ter estágios na Huawei Moçambique, com todo, com esse tipo de actividades queremos fazer com que a voz soe mais alto e que em todos intervenientes, não importa se são públicos ou privados, precisamos de colocar mais ênfase no cultivo de jovens gerações porque sempre dissemos que as pessoas são o recurso chave para o sucesso do país no futuro. Se me perguntares como é que podemos replicar ou massificar? O que posso dizer é como Huawei faremos o nosso melhor para influenciar o governo, o sector privado, mas é claro que tudo deve ser…o que fazemos talvez não soa suficientemente, gostaríamos de convidar e encorajar a todos intervenientes a se juntarem a esse programa do cultivo dos jovens para que o seu desenvolvimento seja mais rápido e mais profissional para que possam contribuir mais quando crescerem e eles poderão ser os líderes chaves de Moçambique no futuro. Portanto, o que nós fazemos é o que podemos fazer, fazemos com que as nossas vozes soem mais alto, damos boas vindas e esperamos que possamos trabalhar em estreita cooperação com todos intervenientes no futuro.

Estando, a Huawei presente em todo mundo e, em particular em Moçambique, que tecnologias poderão ser mais adequadas para enaltecerem a industrialização de países como Moçambique? Conforme anteriormente mencionou, falou da pesca por exemplo, agricultura e indústria.

Soluções viáveis ou tecnologia viável porque quando falamos sobre o avanço da tecnologia, às vezes não é realmente aplicável em alguns dos países, o que quero dizer é que a estratégia ou o nosso pensamento em Moçambique é de ajudar o governo e os operadores com as soluções mais viáveis, por exemplo, o que constantemente menciono é a cobertura universal, o que fizemos noutros países foi criar uma solução a custo muito baixo, que pode ajudar o governo ou os operadores a expandir a sua cobertura para as zonas rurais com rapidez, porque quando falamos sobre a cobertura universal, o retorno do investimento será maior quando se usar a solução padrão, o que damos é a solução local, este é apenas um exemplo, portanto, a nossa sugestão ou o que estamos agora a fazer é explorarmos e entendermos o requisito real do país, das pessoas para que possamos oferecer uma solução viável.

O que pode ser feito em termos de condições de ambiente de negócio para facilitar o crescimento de empresas como a Huawei em Moçambique? Sabemos que temos várias empresas do ramo tecnológico no país. O que pode ser feito para facilitar o seu crescimento?

Acho que isso é algo que mencionei há pouco tempo. Precisamos de ter todos intervenientes a trabalharem em conjunto porque quando falamos de ambiente de negócios, não está apenas relacionado à empresa por si, ou o regulador, ou o governo, são todos intervenientes que devem contribuir ou devem trabalharem em conjunto.

Mas conforme anteriormente mencionou, um dos pontos de debate tem a ver com o quadro legal, às vezes questiona-se, como poderemos ter um quadro legal que facilita o crescimento económico, o melhor ambiente de negócios em Moçambique? Esta é uma questão chave que tem sido colocada.

Talvez as pessoas acham que existe um certo tipo de conflito entre essas três partes ou entre várias partes, mas não existe. Por exemplo, uma das minhas sugestões é de que o governo deveria facilitar uma cooperação estreita entre outros intervenientes para que ao se estabelecer certas regras para as entidades trabalharem em conjunto, de uma forma melhor irão trabalhar em conjunto e para o regulador, porque estou a falar do ambiente de negócio das TIC. O regulador poderá remover as barreiras para o avanço da tecnologia, fazendo o espectro ou fazendo a partilha das infra-estruturas das TIC, com preços baixos, os operadores poderão trabalhar numa estreita cooperação porque vão partilhar as infra-estruturas das tecnologias de comunicação, as torres e claramente o espectro, se fazer com que seja mais acessível, talvez poderão fazer com que a tarifa seja também mais acessível.

Então está a falar sobre uma forte intervenção do governo/Estado?

Acho que isso é algo que o regulador deve pensar nele, mas conforme mencionei, a tarifa praticada em Moçambique é realmente competitiva. O último factor é para os operadores, ou para as próprias empresas, em primeiro, devem cumprir com as leis e todos regulamentos e as regras, mas elas também podem contribuir com o que têm, adoptando a tecnologia mais avançada que poderá reduzir o seu consumo de energia, por exemplo, reduzir os custos de operação para que possam melhorar talvez as suas finanças e depois elas poderão contribuir mais para a sociedade, quando a empresa obter melhores resultados do ano, terá melhor plano para o ano seguinte, talvez vai empregar mais pessoas, vai alocar mais pessoas em outras zonas para que possam criam mais emprego, acho que isso é algo em que todas partes precisam de trabalhar em conjunto e em estreita colaboração e todas diferentes partes precisam de tomar as suas responsabilidades, visto que o mundo está a mudar rapidamente e a tecnologia está a avançar rapidamente, todos intervenientes devem ser abertos e pensarem de uma forma diferente, mudarem se for necessário, esta é a minha sugestão.

Será que a Huawei tem experiência com as Start Ups nacionais, se é que tem, queira dizer algo em torno disso?

 No que concerne às Start Ups não tenho realmente muita conversa ou conexão com elas. A minha sugestão é que as Start Ups devem ter um foque no que fazem e terem paciência porque leva-se tempo para se alcançar o sucesso e a coisa mais importante é que todas Start Ups devem ter activos fundamentais, refiro-me às pessoas, se quiserem alcançar o sucesso, têm de ter pessoas adequadas, com habilidades apropriadas, estarem abertos à tecnologia, alavancarem a tecnologia, serem pacientes, desta forma acredito que elas poderão alcançar algumas metas que estabeleceram no início.

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