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Centro de Saúde da Matola Santos encerrado um mês após a inauguração

Foto: O País

O encerramento do Centro de Saúde da Matola Santos, desde Dezembro do ano passado, um mês depois de ter entrado em funcionamento, deve-se às inundações causadas pela chuva que tem caído na região Sul do país. Estima-se que a situação esteja a prejudicar cerca de 65 mil residentes do Município da Matola.

A unidade sanitária entrou em funcionamento em Novembro do ano passado e, em Dezembro do mesmo ano, foi encerrada, porque as principais vias, que dão acesso ao Centro de Saúde da Matola Santos, estão alagadas.

A comunidade diz que avisou que aquele local não era ideal para a construção do hospital, por se tratar de uma zona baixa. “Deviam ter erguido valas de drenagem depois da construção do hospital; antes a água corria até ao mar”, considera Felix Tembe, residente da Matola “A”.

Alcídio Azarias, uma das pessoas que participaram na construção daquela infra-estrutura, diz que a falta das valas de drenagem é o que está a causar alagamentos. “Quando fui ver a construção do hospital, admirei por não ver mexido o sistema de drenagem de águas pluviais”, disse Azarias.

Foram investidos 50 milhões de Meticais para a construção daquele empreendimento moderno, que se esperava que viesse contribuir na melhoria da saúde da comunidade, mas, em contrapartida, é a partir da água estagnada no Centro da Saúde que se podem propagar várias doenças, como a malária.

A directora distrital da Saúde no Município da Matola diz não haver previsão para a reabertura do centro, devido à permanência de água nos principais pontos de acesso.

“A população da Matola A está em número maior e é uma dificuldade para nós encerrar o Centro de Saúde [da Matola Santos], por conta da época chuvosa que criou dificuldades no acesso, o que faz com que não consigamos prover os serviços de saúde aos nossos utentes”, reconheceu Amélia Tembe, directora distrital de Saúde, Mulher e Acção Social, tendo, no entanto, garantido que há alternativas em curso para continuar a prestar cuidados de saúde à população.

“Temos feito esforço para atender aos nossos utentes em locais provisórios, estamos também a atender aos doentes crónicos e temos feito vigilância epidemiológica. Estávamos a funcionar no círculo do bairro, mas, a partir desta segunda-feira, vamos instalar tendas no Mercado Santos, onde vamos passar a funcionar”, avançou Tembe.

A fonte garantiu ainda que os equipamentos instalados no hospital permanecem em boas condições.

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