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Centralização do orçamento da saúde compromete funcionamento dos hospitais das zonas rurais

O Governo alocou 21 mil milhões de meticais do Orçamento do Estado de 2017 ao sector da saúde, montante que corresponde a 7,8% do valor total do orçamento. Contudo, mais de metade do valor é gerido a nível central. A UNICEF considera haver necessidade de maior descentralização dos recursos da Saúde para a melhoria dos serviços prestados.  

“Diferente do sector da educação, onde grande parte dos recursos é absorvido pelos serviços distritais, no sector da saúde grande parte do orçamento está concentrado a nível central. Ou seja, 53 por cento do valor orçamental é gerido a nível central, mas há uma necessidade de descentralização. Desse montante 47 por cento é gerido pelo Ministério da Saúde”, explicou Hélder Machango, Oficial de Políticas Sociais da UNICEF em Moçambique

Para Marco Luigi – representante da UNICEF em Moçambique, a alocação de fundo a nível central explica-se porque há muitos programas implementados a nível nacional e depois são executados a nível distrital.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância avançou ainda que o país gasta em média 79 dólares, equivalentes a 4 700 meticais por ano, em cuidados de saúde por pessoa e a esperança de vida no país é muito baixa, se comparado com outros países da região.  

“Com o investimento de 79 dólares, o país não consegue ter bons resultados em relação aos seus pares da região. Moçambique tem uma esperança média de vida de 54 anos, quando os países da África subsaariana têm uma esperança de vida de 62 anos. Também é verdade que estes países investem muito mais dólares por capital do que Moçambique”, disse Machango.

O HIV/Sida continua um grande desafio. Actualmente, Moçambique é o oitavo país do mundo com alta taxa de sero prevalência.

 

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