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Catalunha marca referendo sobre independência para 1 de Outubro

O anúncio foi feito depois de um conselho Executivo extraordinário no Palácio da Generalitat, na sede do governo catalão, junto do vice-presidente do Executivo, o republicano Oriol Junqueras.
Na sua intervenção, Junqueras criticou o governo espanhol por "negar, de forma reiterada, que os cidadãos da Catalunha exerçam o seu direito fundamental de voto".

Segundo o El Mundo, com este anúncio, o presidente catalão coloca em marcha o referendo unilateral, uma vez que o Governo central recusa qualquer negociação.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declarar que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência da Catalunha, mesmo sem o acordo de Madrid.
O conflito entre Madrid e a região mais rica de Espanha, com cerca de 7,5 milhões de habitantes, uma língua e culturas próprias, arrasta-se há várias décadas, mas tem vindo a subir de tom nos últimos anos.

O movimento independentista ganhou uma nova intensidade a partir de 2010, quando o Tribunal Constitucional anulou o Estatuto da Catalunha, que desde 2006 conferia à região muitas competências e o título de "Nação".

O Governo espanhol liderado por Mariano Rajoy admitiu que a "questão catalã" é o maior desafio que Espanha enfrenta em 2017, mas espera que a retoma económica, o aumento dos investimentos em infra-estruturas locais e o aumento do diálogo com a região irão permitir normalizar a situação.

O Tribunal Constitucional (TC) espanhol já tinha em fevereiro último anular a convocatória da realização de um referendo sobre a independência da Catalunha e denunciar junto do Ministério Público a presidente do parlamento regional, por desobediência.

A decisão foi tomada a pedido do Governo de Madrid para suspender de forma cautelar as resoluções aprovadas pelo Parlamento regional que abriam a possibilidade de realização de um referendo.

Na altura, o Governo espanhol defendeu que o parlamento da Catalunha desobedeceu a sentenças já proferidas pelo TC ao aprovar uma resolução em outubro do ano passado sobre o referendo e o processo constituinte.

 

 

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