O País – A verdade como notícia

Caso Ndlavela: CIP não se revê no resultado da Comissão de Inquérito 

O Centro de Integridade Pública (CIP) diz que o facto de a comissão, ontem, ter dito que os dados apresentados pelo CIP não condizem com a realidade que é vivida no Estabelecimento Penitenciário de Ndlavela “era espectável, porque seria difícil que os elementos do Governo aparecessem a assumir a existência dessa rede de exploração sexual de reclusas, porque isso acabaria colocando em causa todo o sistema judiciário e toda a competência do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos”.

Segundo, Egas Jossai, do CIP, durante o trabalho de investigação foram reunidas todas informações possíveis que condissessem com a identificação das reclusas, bem como dos guardas prisionais envolvidos naquele esquema de exploração sexual.

Todavia, para a Comissão de Inquérito, as imagens das reclusas apresentadas pelo CIP não correspondem com as das detidas do Ndlavela.

“Durante a breve leitura do relatório da comissão podemos obter informações de que foi feita uma acareação onde não se reconheceram as reclusas como elementos que tiveram contacto com os investigadores do CIP. Isso aconteceu porque os processos das reclusas que estão a cumprir penas em Ndlavela apresentam fotografias, maior partes delas, do momento de entrada das detentas. Mas nós sabemos que algumas mulheres sofreram alterações que não condizem com a realidade delas actualmente”, disse Jossai.

O representante do CIP diz que há lacunas no relatório apresentado pela Comissão de Inquérito e a organização espera que as mesmas sejam sanadas pelas investigações levadas a cabo pelo Ministério Público.

“Que o Ministério Público consiga trazer informação credível que vai de acordo com a realidade que se está a viver no Estabelecimento Penitenciário de Ndlavela”, frisou

Egas Jossai que falava, ontem, no “Noite Informativa” da STV, reiterou que a participação do Ministério da Justiça Assuntos Constitucionais e Religiosos na Comissão de Inquérito, poderá ter influenciado no resultado final da investigação.

Partilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos