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Carmen Muianga inaugura exposição na Fundação Fernando Leite Couto

A artista plástica Carmen Muianga vai inaugurar, esta quarta-feira, a exposição individual O homem que cai na terra. A mostra pode ser visitada na Fundação Fernando Leite Couto até próximo mês.

 

A inauguração da exposição de Carmen Muianga está marcada para esta quarta-feira, na galeria da Fundação Fernando Leite Couto, na Cidade de Maputo. Quando forem 18 horas, os apreciadores de artes plásticas poderão ver nas paredes da galeria O homem que cai na terra, individual na qual se destaca a cor azul.

Segundo a nota de imprensa da Fundação Fernando Leite Couto, a mostra de Carmen Muianga é constituída por pinturas, desenhos, gravuras, telas e técnica mista, e a cor azul predominante pode significar tranquilidade, serenidade, harmonia e espiritualidade: “O azul pode ainda estar associado à frieza, monotonia e depressão. Igualmente simbolizar a água, o céu e o infinito. Como inclusive sugere o texto de apresentação da exposição assinado pela artista multidisciplinar Eliana N’Zualo”.

A exposição de Carmen Muianga, acrescenta a nota da Fundação Fernando Leite Couto, realça um imaginário e um olhar sobre a realidade que se lê de forma crítica e sensível, cujo resultado são outras sugestões de interpretação do mundo.

A individual O homem que cai na terra estará aberta ao público até 5 de Setembro, entre 9 e 18 horas. As visitas, avança a Fundação Fernando Leite Couto, deverão obedecer as medidas sanitárias instituídas para a prevenção da COVID-19. Por isso, a galeria só poderá receber, simultaneamente, até 12 pessoas.

A artista plástica Carmen Maria Muianga nasceu na capital moçambicana a 8 de Outubro de 1974. Foi co-fundadora do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique (MUVART), que agitou as águas das artes plásticas moçambicanas, mudando a percepção de identidade africana, constata a Fundação Fernando Leite Couto. A obra da artista explora o abstracto, tendo a natureza como um universo fértil para a criatividade, o que se evidencia na presença de elementos vegetais nos seus trabalhos.

Em 1989, Carmen Muianga concluiu o curso básico da Escola de Artes, tendo prosseguido o ensino técnico médio, entre 1992 e 1997, na Escola Nacional de Artes Plásticas de Havana, capital cubana, onde abraçou a docência, leccionando Pintura na Escola Lopes Penha, nos anos 1995/6. Entre 1997/8, foi docente de Gravura, Anatomia Artística e Desenho Analítico na Escola de Artes Visuais e de Artes Visuais na Escola-Galeria Eugénio Lemos. Na Namíbia, Carmen leccionou no Centro de Arte John Muafangaio.

De regresso ao país, tornou-se professora na Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV) e na Escola-Galeria Eugénio Lemos.

Considerada a principal divulgadora da técnica da colagrafia no país, segundo aponta a Fundação Fernando Leite Couto, Carmen Muianga representou Moçambique na Expo’98, em Lisboa, Portugal, e, no ano seguinte, participou na 4ª Mostra Trienal Internacional de Gravura Kochi, no Japão, e foi distinguida com o 1º Prémio (em Gravura) na Bienal TDM, com uma Menção Honrosa no MUSART e 2º Prémio (em Pintura) no concurso/exposição Reconstrução.

Carmen Muianga participou em várias exposições colectivas no país e nos seguintes países: Namíbia, Japão, China, Itália, Finlândia, Holanda e Portugal.

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