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Candidatos a professores amotinam-se defronte a DPEDH da Zambézia

Professores reivindicam a não contratação dos candidatos a professores de N4 formados no ano de 2017 ao nível dos institutos de formação de professores espalhados ao nível da província da Zambézia. Já os candidatos a professores formados neste 2018 num total de 970  tiveram afectação directa e por isso vão trabalhar um pouco pelos 22 distritos.

Trata-se uma situação que provocou algum desconforto aos referidos candidatos que até chegaram a pedir igualdade de direito na afectação de docentes ao nível da Direcção Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano.

"Nós estamos em que país afinal. Somos todos formados pelos institutos de formação de professores e uns tem afectação imediata e nós não porquê?" questionou uma recém graduada que está há um ano com certificado nas mãos mas sem direito a emprego. Disse solicitando resposta do sector da educação sobre o futuro dela e dos colegas.

Eugénio José outro formado a professor disse "nós estamos indignados pelo facto de estar a haver tratamento desigual nas afectações".

Adelina Eduardo outra graduada em 2017 também mostrou preocupação " nós todos temos mesmos direitos e deveres. Tudo bem que o concurso deste ano baseava-se em melhor nota. Mas veja que eu concorri num distrito onde passaram pessoas com notas elevadas mas noutros distritos apuraram colegas com notas mais baixas. E porque que este ano vão afectar colegas deste ano e nós de 2017 temos que concorrer".

O director provincial adjunto da EDH da Zambézia, Nomes Ibrahimo, diz que há mal entendido no seio daqueles candidatos, até porque segundo disse todos terão afectação.

"No ano passado as vagas que nós tínhamos eram inferior ao número de candidatos por isso tivemos que pautar por concurso. Já este ano foi contrário porque os 970 graduados em função das disponibilidades de vagas eram inferiores. Ou seja este ano precisamos de 1552 docentes de N4 e os graduados este ano são apenas 970" disse acrescentado que sobraram 582 vagas que servirão para afectar os 575 candidatos de 2017".

Os 575 candidatos solicitam ao sector da educação e desenvolvimento humano a pautar por igualdade no processo de recrutamento.

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