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Cancro matou 17 mil pessoas em 2020 e casos tendem a aumentar no país

Foto: O país

O cancro, sobretudo os do colo do útero e da mama, matou 17 mil pessoas no ano passado, revelou a Primeira-Dama da República. Isaura Nyusi exorta as mulheres a aderirem ao rastreio do cancro e alerta que os casos estão a aumentar.

Os casos de cancro aumentam e assustam no país. Só no ano passado, cerca de 25 mil pessoas foram diagnosticadas com diversos tipos de cancro e aproximadamente 17 mil morreram devido à doença.

Os cancros do colo do útero e da mama são os que mais chamam atenção, afectam mulheres em idades produtivas que variam de 30 a 45 anos. Ano passado, 4.300 mulheres foram diagnosticadas com o colo do útero e 1.400 com cancro da mama, revelou a Primeira-Dama da República, Isaura Nyusi, no lançamento da campanha de sensibilização para prevenção e diagnóstico do cancro da mama, conhecido como “Outubro Rosa”.

“Estes casos desafiam-nos como país a redobrar os esforços no combate a esta doença que deixa marcas incontornáveis no tecido social e nas nossas famílias”, disse Isaura Nyusi, acrescentando que o Governo tem, nos últimos anos, investido na expansão da rede sanitária, através da abertura de unidades hospitalares com programas de prevenção e tratamento dos casos de cancro do colo do útero e da mama.

“Volvidos 10 anos, o número de infra-estruturas situa-se em 450 unidades hospitalares, cuja intervenção atinge não apenas os centros urbanos, mas também as zonas mais remotas”, informou a esposa do Presidente da República, exortando, por isso, as mulheres a aderirem ao rastreio do cancro e uma mudança de comportamento na identificação dos sinais precoces da doença.

Para reverter este quadro, o Governo conta com parceria da Embaixada dos Estado Unidos da América (EUA) que só este ano já investiu 420 milhões de dólares para apoiar na luta contra HIV/SIDA. Deste montante, 5.5 milhões são direccionados à prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro do colo do útero.

“Moçambique tem feito progressos na luta contra o cancro, principalmente no cancro do colo do útero, que mais mata; anualmente, 3.400 mulheres morrem devido a este cancro” explicou Dennis Hearne, embaixador dos EUA em Moçambique.

Segundo este dirigente, as mulheres com HIV/SIDA têm maior probabilidade de desenvolver o cancro do colo do útero, razão pela qual o maior investimento vai para o tratamento do HIV/SIDA.

“Esta parceria tem sido fundamental; os resultados da parceria já são notórios em 2021, 160 mil mulheres com HIV/SIDA foram diagnosticadas com este tipo de cancro e nove mil foram tratadas. O Governo dos EUA e de Moçambique estão a trabalhar para eliminar este cancro até 2030”, revelou o embaixador.

Os exemplos de luta contra o cancro chegam de Iolanda Naftla, que sobreviveu à doença depois de um período intenso de tratamento.

“Foi um momento muito difícil, principalmente quando me informaram que tinha um cancro na mama maligno. Foi um pesadelo, mas lutei com ajuda da família e dos médicos”, contou.

A campanha de luta contra o cancro, conhecida como “Outubro Rosa”, decorreu sobre o lema “Valorize a sua vida, faça o auto-exame da mama”.

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