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Cancro do colo do útero matou mais de 17 mil mulheres em 2019 no país

Foto: O País

Os dados mais recentes indicam que mais de 25 mil mulheres foram detectadas com cancro do colo do útero, em 2019, no país, desse número pouco mais de 17 mil perderam a vida.

Segundo os dados apresentados pela Primeira-dama, Isaura Nyusi, 11 mulheres morrem, por dia, devido à doença no país.

Porque os dados assustam e mostram a gravidade do problema, que é evitável através da vacinação, foi lançada na última sexta-feira, a campanha de luta contra o cancro do colo do útero.

“Assinalamos um marco histórico na luta contra o cancro do colo do útero. A introdução da vacina em todas unidades sanitárias do Serviço Nacional de Saúde do país. Faz tempo que esperamos por este momento e sentimos que vencemos esta luta”, disse.

Para ter efeito, a vacina deve ser administrada em mulheres que ainda não tenham iniciado a actividade sexual, por isso a prioridade, agora, são as meninas de nove anos.

Segundo a esposa de Filipe Nyusi, gradualmente, assim que houver disponibilidade de vacina outros grupos serão beneficiados.

Mas a fonte apela para uma outra solução. “Uma vez que nem todas meninas serão beneficiadas, agora, pela indisponibilidade para todos, é necessário que mantenhamos todas formas de prevenção e acções para o rastreio e diagnóstico precoce da doença”.

A vacina está disponível em todo o país, e esta é a primeira vez que a vacina será administrada no país, como forma de reduzir a dor e luto no seio das famílias.

O Governo de Moçambique através do Ministério da Saúde, em colaboração com o Gabinete da Primeira-dama e alguns parceiros, vem a alguns anos desenvolvendo esforços para introduzir a vacina no programa alargado de vacinação”

Na Província de Maputo, em concreto, a doença não poupa, nos primeiros nove meses deste ano, das 34.593 mulheres rastreadas, 1.036 casos foram positivos.

“Destes 192 apresentavam lesões extensas de cancro do colo, ou seja, 18,5% das mulheres com diagnósticos de cancro do colo do útero já apresentavam lesões potencialmente fatais”, disse Vitória Diogo, Secretária de Estado da Província de Maputo. Já no distrito da Manhiça, local onde foi lançada a campanha foram detectados 553 casos de cancro do colo do útero.

Segundo Diogo, na Província de Maputo 34.493 raparigas, nascidas em 2012.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) compromete-se em apoiar a luta contra o cancro do colo do útero, visto que até 2030 todos países têm metas concretas a alcançar, segundo Severin Von Xylander, representante da OMS.

“Queremos 90% das meninas com nove a 15 anos de idade totalmente vacinadas contra o vírus HPV, que é a principal causa deste tipo de cancro, de tudo faremos para ter 70% por cento das mulheres com 35-45 anos de idade rastreadas para o cancro do colo do útero”.

A vacina é de duas doses, com intervalo de seis meses. É uma iniciativa do Governo através do Ministério da Saúde em colaboração com o Gabinete da Primeira-dama e parceiros.

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