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Caminho da “locomotiva” na BAL é fazer boa campanha

Foto: BAL

O Ferroviário da Beira já está no país, depois de ter participado e conquistado a Divisão Este da Rota da BAL (Liga Africana de Basquetebol) e já traça planos para o futuro, nomeadamente a fase final da competição africana de clubes, numa parceria entre a FIBA-Africa e a NBA. Os “locomotivas” do Chiveve querem fazer história e alcançar uma boa prestação na fase final da BAL.

A primeira fase, o primeiro objectivo, a primeira meta foram alcançados em Joanesburgo, onde o Ferroviário da Beira foi disputar a Divisão Este de apuramento a Basketball Africa League, BAL, em Março próximo. Os “locomotivas” fizeram o pleno e conquistaram a região, qualificando-se para a fase final.

Em jeito de balanço dessa participação, Carlos Crispim, vice-presidente do Ferroviário da Beira, diz que foi o culminar de um objectivo inicialmente traçado e trabalhado para o seu alcance.

“Nós definimos os objectivos muito concretos em relação à nossa participação na rota da BAL. Tínhamos dois objectivos, nomeadamente a nossa qualificação para a BAL e a nossa posição na classificação”, disse Crispim que se mostrou satisfeito com o feito, até porque “ficamos em primeiro na classificação, mas acima de tudo conseguimos o nosso apuramento para a BAL que era o mais importante”.

Crispim diz estar ciente de que há muito ainda por fazer, olhando para os objectivos que agora foram colocados em cima da mesa. “Sabemos que não fizemos ainda 50% do que se pretende para a rota da BAL, mas queremos chegar o mais longe possível. Temos consciência das nossas obrigações e sabemos que a BAL vai exigir-nos muito mais e estamos já a trabalhar nesse sentido para que as coisas corram bem para o clube e para o país”, clarificou.

Por ora, os jogadores vão ao merecido repouso, mas logo terão que regressar ao arranque da fase que se segue, onde foram definidas metas. “A 02 ou 03 de Janeiro, começaremos a trabalhar, porque há um primeiro objectivo que é o campeonato nacional que está programado para Fevereiro, mas depois pensarmos para a BAL, em Março”, disse o vice-presidente do Ferroviário da Beira.

Em termos de organização e preparação para essa fase que arranca já em Janeiro, Crispim esclarece que “há um plano e programa apresentado pela equipa técnica e ao nível do clube estamos a trabalhar com este plano”. Caso a programação desse plano se concretize, Carlos Crispim não tem dúvidas de que “podemos ter uma equipa combativa e competitiva e que vai disputar todas as provas que o Ferroviário estiver à frente com toda humildade”.

 

ESTRANGEIROS FORAM DE GRANDE VALIA

Para esta competição qualificativa à Liga Africana de Basquetebol, que decorreu na vizinha África do Sul, o Ferroviário da Beira tinha levado três jogadores estrangeiros, nomeadamente Jermel Kennedy, William Perry e Austin Mofunanya, mas à última hora a organização impediu a utilização de Austin por complicações com a sua naturalidade. Uma situação que deixou os “locomotivas” de Chiveve com apenas dois estrangeiros.

Ainda assim, a colectividade não se deixou abalar por esta decisão, pese embora tenham ficado com pontas soltas na decisão da organização da prova. “Infelizmente, não conseguimos contar os préstimos do Austin por razões meio estranhas, porque ele é jogador nigeriano e está assim inscrito na FIBA. Aliás, o último clube que ele representou, um clube francês, inscreveu-lhe como nigeriano, mas achamos estranho não nos ter permitido a utilização do jogador” disse Carlos Crispim.

Quanto aos dois restantes, o vice-presidente do Ferroviário da Beira assume que foram de grande valia para o alcance dos objectivos da colectividade. “Os estrangeiros trazem um valor acrescentado. O Will Perry é um jogador que felizmente tem estado a dar um contributo muito grande à nossa equipa, também o Jermel tem feito o mesmo. Os estrangeiros sempre trazem um valor acrescentado à equipa”, assegurou.

 

EXPECTATIVAS DA FASE FINAL DA BAL SÃO BOAS, GARANTE NURMAMADE

Ismael Nurmamade foi uma das figuras preponderantes nos “locomotivas” de Chiveve, tendo ajudado a sua equipa a qualificar-se à Liga Africana de Basquetebol. Na hora do balanço, Nurmamade não se conteve de emoção e apenas se rendeu aos apoios que recebeu. “Agradecer pelo carinho de um povo que sempre acredita em nós, sempre está connosco, e agradecer também o apoio do clube Ferroviário da Beira”, disse.

Nurmamade diz sentir-se orgulhoso por ter ajudado a equipa a alcançar o seu objectivo. Aliás, “qualquer jogador se sentiria orgulhoso, mas temos que acreditar que, com o trabalho, tudo é possível. Eu estou sempre a acreditar nisso e é um orgulho para mim dar o máximo pelo clube que tem estado a dar o seu máximo por mim”.

Relativamente ao futuro, nomeadamente a fase final da BAL, Ismael Nurmamade é optimista: “as perspectivas para a fase final são boas, até porque tivemos uma boa prestação e estamos convictos de que lá também faremos uma coisa boa”.

Na Divisão Este, que terminou na África do Sul, Ismael Nurmamade acumulou 111 pontos em 144 minutos na quadra, 10 roubos de bola e 14 assistências.

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