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Cadeias de produção industrial e do agro-negócio exige conhecimento

Em tempos de restrições impostas pela pandemia do novo Coronavírus, especialistas e actores que intervêm nas cadeias de produção industrial e do agro-negócio, participaram ontem no webinar organizado pela Associação Industrial de Moçambique (AIMO) e pela Fundação SOICO (FUNDASO), que tinha como lema “O papel da Indústria no agro-negócio”.

O papel da Indústria no agro-negócio era o tema e olhar para a frente, na perspectiva de soluções era o propósito.

Com experiências e conhecimento baseado nas suas áreas de trabalho, os painelistas, deixaram as suas opiniões.

Com formação na área florestal e desenvolvimento comunitário, Milagre Nuvunga, levou ao painel a experiência da Fundação MICAIA, no sector de investigação e pesquisa de produtos nacionais e a sua cadeia de valores, para defender a necessidade de mais aposta na investigação.

“Temos que ter mais conhecimento, para podermos usar esse conhecimento para valorizar o que nós temos, para através daí, criarmos oportunidades para jovens e depois virem intervir para desenvolver cadeias de valores, que poderão contribuir, não só, para a nossa resiliência, como também para a criação de emprego” defendeu.

A importância do conhecimento foi, de resto, nota dominante nas intervenções. Por outro lado, a Sumol-Compal, uma das empresas que potencia o produto nacional para a sua produção, defendeu a importância de apostar e potenciar o que por cá se faz.

“É fundamental (também) o apoio do ponto de vista das certificações de qualidade e garantir consistência ao longo do tempo. Para dar o exemplo das frutas, é evidente que elas vão ter uma produção durante uma parte do ano, mas é fundamental que no momento em que ela é processada tenha uma qualidade tal que permita, depois, ser utilizada ao longo do ano” defendeu Fernando Oliveira, representante da Sumol-Compal.
Atento ao debate, a Direcção Nacional da Indústria, através do seu director, Sidónio dos Santos, que salientou que o Governo está a trabalhar no sentido de “fortalecer o que já temos internamente”.

Numa análise às opiniões deixadas durante o debate, a fonte subscreveu a importância de quase maioria delas.

O evento desta quinta-feira, que foi transmitido pelo canal STV Notícias, do Grupo Soico, faz parte de um  ciclo de seminários virtuais, ou webinars da Associação Industrial de Moçambique (AIMO), insere-se não só no âmbito da adaptação do sector privado, particularmente o industrial aos impactos socioeconómicos do COVID-19, mas também no âmbito da auscultação e advocacia da AIMO. Este tipo de eventos permitem manter os membros da agremiação e os responsáveis pelas políticas sectoriais, informados e alinhados com as melhores práticas para o desenvolvimento do sector.

Segundo uma nota conceptual do evento, “o ciclo de seminários prevê efectuar um evento temático por mês, com duração máxima de 90 minutos. Devido às restrições impostas pela pandemia de COVID-19, os seminários serão virtuais, permitindo por outro lado, maior versatilidade de participação. Estes terão um carácter técnico-empresarial, trazendo experiências de representantes de subsectores industriais, potencialmente percursoras de novas dinâmicas produtivas, nomeadamente ligações empresariais, transferência de tecnologia, geração sustentável de emprego e renda.

Jaime Comiche- UNIDO

Temos que fazer uma introspecção e ver como é que as nossas instituições e as infraestruturas do país podem ser colocadas ao serviço da nossa competitividade  e eficientes, cada vez mais, na pesquisa , na qualidade e na capacitação da mão-de-obra, se não, estas oportunidades do Acordo de Comércio Livre e outras de comércio global e regional, vão continuar a ser miragem para nós

 

Francisco dos Santos- JFS

Para a nossa indústria nacional, que já existe, nós temos mais do que oportunidade de mercado para irmos integrar a totalidade dos nossos produtores que temos. Isto requer três factores fundamentais, nomeadamente, a vontade, que existe, quer do lado dos produtores, quer doa industriais, em fazer uma integração das nossas cadeias de valor; Coordenação e vontade política. Tem existido vontade política, desde que o país é independente, mas tem havido falta de coordenação…

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