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Cadeia de valor do agro-negócio deve ser sustentável ao desenvolvimento

No tema “Ecossistema para o desenvolvimento do agro-negócio”, no segundo dia da plataforma MOZGROW, defendeu-se a necessidade de a cadeia de valor do agro-negócio ser sustentável. Contudo, a dificuldade de financiamento foi uma das questões consideradas condicionantes o sector agrário no país.

O responsável pela Banca Agrícola no Absa Bank, Marcelino Botão, disse que o ecossistema no agro-negócio permite criar um crescimento sustentável e contribuir para o desenvolvimento do país.

Falando no painel que discutiu o “Ecossistema para o desenvolvimento do agro-negócio”, Marcelino Botão defendeu que é preciso que a banca conheça o ecossistema e os respectivos mecanismos de negócio.

Sobre a inclusão financeira, a fonte disse que maior parte da cadeia do agro-negócio é constituído por pequenas e médias empresas que ainda enfrentam desafios. E olhando especificamente para os grandes desafios, tanto para banco como para os potenciais mutuários no agro-negócio há questões a serem avaliadas durante a solicitação do financiamento.

Uma dessas questões consiste em perceber, por exemplo, o tipo de cadeia de valor envolvidas para o financiamento. As cadeias de valor são diferentes e há os que estão completos. Outras com fraco desenvolvimento e outras ainda desintegradas. Das empresas com este tipo de cadeia de valor, algumas podem representar risco, segundo explicou a Marcelino Botão.

Aliás, se as cadeias de frangos estão constituídas e funcionam, pese embora enfrentem alguns problemas como legalização e mercado ilegal, há, segundo Botão, cadeias de valor como as do algodão que no certo momento no passado funcionaram plenamente. Contudo, de há tempos esta parte não apresentam um ambiente saudável.

Ao analisar a cadeia de valor, o Absa Bank toma em consideração aspectos como a produtividade, tecnologia, eficiência, entre outros para medir o financiamento a desembolsar. A este respeito, Botão entende que é preciso encontrar modelos de produção eficientes e consistentes para atrair financiamento dos bancos.

O Absa Bank tem apostado no financiamento ao sector do agro-negócio mas não basta, daí que, além de conceder crédito, “dá assistência aos produtos independentemente do seu nível de produção”.

Para Telma Comé, representante da Agência Para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), o sector agrário é de alto risco e a dificuldade de acesso ao financiamento condiciona a capacidade de produção e exportação. Em relação à “inclusão financeira” esta “é determinante para o desenvolvimento do agro-negócio”.

A PIEX é uma entidade do Estado tutelada pelo Ministério da Indústria e Comércio. Telma Comé referiu que o Agro-negócio depende, por exemplo da oferta de produtos. Além de considerar o sector agrário de alto risco e o acesso ao financiamento ser difícil, o que dificulta o desenvolvimento deste sector, a painelista apontou ainda o facto de este sector agrário depender das condições climáticas.

Segundo ela, deve haver políticas para colmatar estes problemas. A questão do para acesso os mercados internacionais também carece de melhorias, nas medida em que exige-se o cumprimento de requisitos pelas empresas. Esses requisitos, algumas firmas não reúnem.

Telma Comé falou ainda do analfabetismo nos agricultores, o que dificulta a elaboração de projectos para financiamento quando solicitados pelos bancos para efeitos de financiamento.

Entretanto, O Governo está adoptar políticas para estimular o sector agrário, entre elas o projecto Sustenta.

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