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Eleições em Cabo Verde: José Maria Neves apela ao distanciamento do Governo no processo

Foto: Notícias ao Minuto

Vinte e sete de Outubro é o dia fixado para o sufrágio do Presidente que vai tomar as rédeas de Cabo Verde nos próximos anos. Face a este facto, José Maria Neves, candidato a Presidente do país, apelou para o distanciamento do Governo e que não haja imparcialidade, manipulação de dados e, muito menos, a censura da imprensa durante a cobertura do processo eleitoral.

“Eu gostaria de pedir que houvesse algum distanciamento do Governo, a imparcialidade dos órgãos de soberania, a não utilização dos recursos do Estado para a campanha eleitoral. E seriam condições anormais se o Governo entrasse, enquanto Governo, os ministros, os recursos do Estado, a manipulação de dados disponíveis pelo Estado, a censura à imprensa, o medo. Seriam condições anormais. Mas, mesmo assim, nós estaríamos a fazer tudo para ganhar”, afirmou Maria Neves, citado pelo Notícias ao Minuto.

José Maria Neves afirmou, ainda, que espera ser eleito logo na primeira volta, em 17 de Outubro, acreditando na vitória “mesmo em condições anormais”.

Face às críticas de José Maria Neves, ministra cabo-verdiana da Justiça, Joana Rosa disse que o Executivo está surpreendido pelas alegações do candidato.

“O Governo está estupefacto com a postura do candidato presidencial e acha estranho este comportamento, de quem já exerceu altas funções no Estado e que tem a obrigação de ser mais pedagógico, respeitar as instituições democráticas e não escolher o Governo com adversário”, rematou a governante, negando as acusações.

Pela frente, na votação de Outubro, José Maria Neves terá como principal adversário o também antigo Primeiro-ministro, Carlos Veiga (de 1991 a 2000), que já conta com o apoio oficial à candidatura, anunciada igualmente em Março, do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), partido que fundou e também liderou.

A campanha eleitoral para as eleições presidenciais em Cabo Verde arranca na quinta-feira e José Maria Neves, que já visitou em pré-campanha as principais comunidades cabo-verdianas na diáspora, na Europa, América e África, promete ir “a todas as ilhas”.

Segundo escreve Notícias ao Minuto, o Tribunal Constitucional anunciou em 24 de Agosto que admitiu as candidaturas a estas eleições de José Maria Pereira Neves, Carlos Veiga, Fernando Rocha Delgado, Gilson Alves, Hélio Sanches, Joaquim Jaime Monteiro e Casimiro de Pina.

Esta é a primeira vez em que Cabo Verde regista sete candidatos oficiais a Presidente da República em eleições directas, depois de até agora o máximo ter sido quatro, em 2001 e 2011.

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