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BVM e INAMI unem-se para atrair empresas do sector mineiro para a bolsa

A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e o Instituto Nacional de Minas (INAMI) uniram-se para assegurar que as empresas do sector mineiro estejam cotadas na bolsa. As duas instituições firmaram, esta terça-feira, um memorando de entendimento que visa a sensibilização destas firmas em matérias relacionadas com o mercado de capitais.

O acordo foi assinado pelos responsáveis das duas instituições, nomeadamente, Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá e o director-geral do Instituto Nacional de Minas, Adriano Silvestre.

Rubricado o acordo, as duas partes lançam agora o olhar para aquilo que deverá ser o trabalho de cada uma delas à luz do acordo ora assinado.

O INAMI acredita que com este acordo estará em condições de desempenhar suas funções. “Estaremos organizados em grupos de diferentes instituições e partilharemos todas as informações necessárias, assim como faremos a divulgação dessas informações”, tal como testemunhou Adriano Silvestre, director-geral do INAMI.

Ainda assim, Salim Valá, PCA da Bolsa de Valores de Moçambique, entende ser importante que se desenvolvam acções que tenham efeito directo no desejo comum. Essas actividades são, por exemplo, “a inclusão e literacia financeira, domínio das pesquisas. O INAMI tem essa vocação de fazer pesquisas e nós vamos dar a nossa contribuição”.

Na verdade, este é um acordo que vem mesmo para acomodar o que já devia ser regra, de acordo com a lei que rege a actividade, a qual define que todas as empresas que operam neste sector estejam cotadas em bolsa.

“Isto é só uma oficialização daquilo que já vínhamos fazendo neste domínio, mas agora vamos fazer com mais vigor”, revelou Valá.

Esse vigor vai se traduzir na produção de instrumentos de divulgação do mercado de capitais em Moçambique com o objectivo de captar os projectos de exploração mineira em Moçambique.

Sabe-se que grande parte das empresas que operam neste sector em Moçambique são subsidiárias de outras cujas sedes estão fora do país. Nestes casos, as empresas já estão cotadas em bolsas, mas não a moçambicana.

E o PCA da Bolsa de Valores de Moçambique explica que ter as empresas cotadas na Bolsa nacional ajudaria a participação dos moçambicanos na estrutura societária das firmas, o que daria resultados impressionantes.

“Esses projectos, de grande dimensão, quando têm uma componente de pessoas singulares fazendo parte da estrutura societária ficam blindados de certa conflitualidade. Esses investidores moçambicanos conhecem a sua terra, conhecem a sua comunidade, os seus contextos e podem também ser elementos de salvaguarda de questões sociais e ambientais”, explicou Salim Vala, falando da importância de as mineradoras moçambicanas estarem cotadas na bolsa moçambicana.

Neste momento, nenhuma empresa do sector mineiro está cotada na Bolsa de Valores de Moçambique. Entretanto, sem revelar nomes, Salim Valá fez saber que já há algumas que se estão a movimentar para que possam estar cotadas em Bolsa.

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