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Bruno Nhavene honra Moçambique no “Standard Bank Open”

Pela primeira vez em nove anos de existência do Standard Bank Open de ténis, evento reconhecido ao nível mundial e cujos participantes pontuam para o “ranking” da associação profissional de tenistas, um  moçambicano atingiu a final.

A proeza foi cometida por Bruno Nhavene, o mais novo da prova e um dos mais talentosos tenistas da actualidade.

Nado numa família de craques,  com destaque para a tia Laura Nhavene, campeã africana de juniores, Bruno Nhavene está a evidenciar uma grande margem de progressão.

Sábado, nos “courts” do Jardim Tunduro, fez dupla com o australiano Jack Delaney na final de pares homens do “Future I”.

Diante dos zimbabweanos Benjamim e Courtney Lock, o moçambicano e o australiano ainda tentaram dar alguma réplica, mas sem sucesso.
Foram mais fortes os irmãos que não só jogam há muito tempo juntos. Evidenciaram-se com um bom serviço e jogo forte nas redes, vencendo por dois zero, parciais 6/4 e 6/3.

Ainda assim, Nhavene deixou ficar boas indicações na prova. “Foi uma boa final. Podia fazer melhor. Tenho que dar crédito porque eles têm muita qualidade. São bons jogadores. Faço uma boa avaliação desta competição. Irei continuar a trabalhar para melhorar cada vez mais”, prometeu Bruno Nhavene.

Actualmente a evoluir num centro de alto rendimento do Marrocos, através de uma bolsa da Federação Internacional de Ténis, Bruno Nhavene tem evoluído muito e representa o futuro da modalidade no país. Foi, aliás, o que destacou o vice-presidente da Federação Moçambicana de Ténis, Jonas Alberto.

“Nós fizemos questão de trazer o Bruno Nhavene porque sabíamos que ele constituía uma mais-valia. É pela primeira vez que a pontuar para o ranking mundial.  Não só pontuou pontuou no primeiro jogo como foi acumulando até chegar a final”, destacou Alberto.

Já o director de marketing e comunicação do Standard Bank, Alfredo Mucavela, disse que “é mais testemunho que vale a pena investir no ténis em Moçambique”.

Mucavela referiu ainda o facto de o Standard Bank ter “lançado uma semente que germinou” e, na final de sábado, “vimos um jogo muito bem disputado”.

Para o presidente honorário da Federação Moçambicana de Ténis, Arão Nhacale, esta competição é um grande espaço para os talentos nacionais se revelarem.

Nhacale mostrou-se satisfeito com a prestação do tenista moçambicano Bruno Nhavene, destacando o facto de representar o futuro desta modalidade.

O meu sentimento é de uma enorme satisfação porque o futuro do ténis esteve representado aqui ao longo destes últimos dias através destes torneios”.

Este torneio internacional de ténis conta com a participação de atletas de África, Europa e América.

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