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Brasil promete voto a Moçambique no Conselho de Segurança da ONU

Num encontro virtual à porta fechada, realizado esta quinta-feira, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, e a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica Macamo, foram unânimes em classificar as relações dos dois países como estáveis.

Para eleições de 2022 no Conselho de Segurança das Nações, o Brasil garante apoiar o país a ser eleito como membro não-permanente daquele órgão. O director de diplomacia para América e Europa, Santos Álvaro, confirmou a informação.

“O Brasil reiterou, como já havia feito na reunião do Conselho de Ministros da CPLP, o apoio total à candidatura de Moçambique e manifestou o interesse de troca recíproca de apoio de candidaturas de dois países a nível internacional”, disse.

Para além desta promessa, o Brasil mostrou-se aberto a ajudar Moçambique a erradicar terrorismo em Cabo Delgado e os ataques da Junta Militar da Renamo. “Para o efeito, deverá haver definição clara do tipo de apoio que Moçambique precisa, através do canal diplomático, pois o terrorismo é um mal que atravessa fronteiras”, disse Santos Álvaro.

A ajuda do Brasil também vai se estender na luta contra a pandemia da COVID-19. “Neste momento, Brasil é o sétimo país com maior número de população vacinada. Espera-se que a partir de Julho, comece a produzir” vacina “internamente. A dessa altura, o Brasil estará disposto  a partilhar a sua experiência e oferecer a vacina a Moçambique e a membros da CPLP”, acrescentou a fonte.

As eleições no Conselho de Segurança da ONU estão marcadas para 2022, havendo 10 vagas para membros não-permanentes.

Além do Brasil, Moçambique conta actualmente com o apoio da SADC para conquistar um mandato de dois anos naquele órgão das Nações Unidas.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, cinco permanentes e 10 não-permanentes, eleitos por mandatos de dois anos e em que cinco são substituídos a cada ano. Na eleição, há um número fixo de assentos para os diferentes grupos regionais em que a Assembleia Geral da ONU se divide.

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