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BNI recebeu 1058 projectos, aceitou 224 e já disponibilizou mais de 800 milhões

O Banco Nacional de Investimento (BNI) revelou ontem que recebeu 1058 projectos, aceitou 224 e já disponibilizou mais de 800 milhões de meticais aos proponentes, que apostaram mais no comércio para aplicação do dinheiro conseguido da linha de crédito especial de 1.6 mil milhões de meticais relativa à pandemia lançada em Julho deste ano.

Um bilião de meticais é proveniente do Governo e 600 milhões de meticais provém do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). É a estes valores que 1058 projectos tentaram aceder para combater os efeitos da Covid-19, mas grande parte ficou de fora.

O dinheiro foi disponibilizado em Julho deste ano como linhas de crédito especiais, talvez por isso a “demanda superou a disponibilidade financeira” que o BNI tinha, explicou Tomás Matola, Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BNI.

A distribuição estatística do número de projectos mostra que a parte sul do país foi a que mais proponentes teve. “Quinhentos e oitenta e cinco que representa 55% da região sul, 293 propostas que corresponde a 28% da região centro e 180 propostas correspondentes a 17% da região norte”, detalhou o PCE.

Do gargalo da aprovação passaram apenas 224 propostas dos empresários, o que significa 21% do total de projectos submetidos ao BNI vindos de todo país, muitos deles destinados ao sector do comércio.

“Temos o comércio com 29%, avicultura e pecuária com 16%, turismo com 9%, indústria transformadora do ramo alimentar com 8%, agricultura 6% e educação 6%, isso em termos globais”, explicou.

Matola detalhou ainda que, maioritariamente, o sul preferiu apostar na avicultura e pecuária (25%), mas também pretende utilizar o dinheiro em sectores como comércio (17%) e turismo (13%).

Por sua vez, o centro do país pretende utilizar o dinheiro amealhado com este crédito, maioritariamente, no comércio (37%), assim como no sector da indústria transformadora alimentar (16%) e no sector da agricultura (11%).

Tal como o centro do país, o norte de Moçambique vai apostar fortemente no sector do comércio (55%) e, o resto vai distribuir entre outros sectores como a avicultura e pecuária (16%) e a indústria transformadora (11%).

Mais de 50% do crédito já está com os proponentes e os que foram reprovados, entre outros, foi devido ao facto de os processos estarem incompletos, não terem garantias, nem a finalidade do pedido e alguns por estarem em nome particular.

Os projectos da capital do país consumiram a maior parte do bolo, atingindo os 402 milhões de meticais. A segunda maior fatia foi à província de Maputo (225 milhões) e a terceira maior fatia foi para a província de Manica com 149 milhões de maticais.

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