O País – A verdade como notícia

Biden quer reunião sobre fim de contrato para Austrália comprar submarino

Foto: O País

O Presidente norte-americano, Joe Biden, pediu uma reunião com o seu homólogo francês Emmanuel Macron, após a Austrália ter rompido um mega-contrato para submarinos franceses.

O Governo francês vai pedir “esclarecimentos” a Emmanuel Macron, afirmou Gabriel Attal BFMTV, acrescentando: “Queremos explicações” sobre o que “parece ser uma grande quebra de confiança”.

Joe Biden anunciou na noite de quarta-feira uma parceria estratégica com o Reino Unido e a Austrália, fornecendo submarinos com propulsão nuclear a Camberra.

Embora tenha negado que França esteja a pensar sair da NATO, garantiu que este assunto irá pesar na nova estratégia da aliança que será estabelecida na próxima cimeira de Madrid.

Camberra comprometeu-se em 2016 a comprar 12 submarinos à francesa Naval Group por um valor de 34 mil milhões de euros, num apelidado “contrato do século”, e o revés do contrato, anunciado pelo primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, a partir da Casa Branca na quarta-feira, causou ondas de choque em terras gaulesas, segundo o Notícias ao Minuto.

Na altura, Scott Morrison anunciou o fim deste contrato, entregando a encomenda aos Estados Unidos.

Os australianos terão justificado a mudança por preferirem agora submarinos a propulsão nuclear, uma tecnologia que o Naval Group não tem capacidade de produzir. No entanto, para a maioria dos observadores, é uma questão política e geoestratégica, com a Austrália a aproximar-se dos parceiros anglófonos.

O Naval Group, que tem uma participação de 62% do Estado francês, já disse que vai pedir uma indemnização, para a qual ainda não há uma estimativa de valor.

Além do contrato para a compra de material de Defesa, o contrato com a França incluía também uma parceria estratégia entre os dois países que deveria durar 50 anos.

Partilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos