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Bernardino Rafael dissipa dúvidas: “houve troca de tiros” na zona Militar

Foto: O País

Afinal houve, de facto, tiroteio na rusga da Polícia da República de Moçambique (PRM) à procura de drogas na “Colômbia”, Cidade de Maputo, no passado sábado. Nesta terça-feira, o comandante-geral da corporação desmentiu o seu colega Leonel Muchina, afirmando que houve tiroteio na zona Militar.

Mesma entidade, mesmo episódio, informações contraditórias. Tudo começou no sábado passado, quando começaram a circular, nas redes sociais, imagens de uma acção de combate a focos de venda de drogas no Bairro Militar. Colocado a reagir, nesta segunda-feira, o porta-voz da Polícia na Cidade de Maputo era um homem convencido.

“Não houve uma troca de tiros como se avançou. Houve sim, disparos da Polícia para dispersar aquele ajuntamento que ia arremessando objectos contundentes contra os nossos agentes”, reagiu Leonel Muchina para, em seguida, detalhar as circunstâncias da ocorrência.

“Depois do trabalho feito, quando nos preparávamos para abandonar o local, houve um ajuntamento de pessoas que insurgiram-se contra aquela operação, por isso, houve necessidade de efectuar alguns disparos mesmo para dispersar os moradores”, detalhou na altura.

Ontem, o comandante-geral da República veio a público contrariar as palavras do seu subordinado e decepar dúvidas.

“Na Cidade de Maputo houve aquele fenómeno a que assistimos. O objectivo é desmantelar aqueles grupos e tirar aquele nome feio como é apelidada aquela zona. Trata-se de um bairro nobre, onde residem libertadores desta pátria. Estamos a procurar desmantelar focos de venda e consumo de drogas naquela zona. Houve troca de tiros, felizmente não houve feridos. Os agentes detiveram os que eram procurados e recolhemos drogas que lá existiam”, explicou.

Bernardino Rafael esclareceu ainda que trata-se de uma acção contínua que está a ocorrer nos principais centros urbanos do país. Rafael garantiu que foi uma acção planificada e organizada.

A PRM concebeu um plano para o combate às chamadas “bocas de fumo” e trata-se de uma acção que está a acontecer em todo o país. Essa acção está a acontecer na Beira, Nampula, Quelimane, Maputo e Matola. O que tem que ficar claro é que nunca saímos das nossas subunidades sem saber a quem estamos a procurar. Fomos para lá para buscar pessoas que estávamos à procura.

Os agentes da Polícia destacados para o local, mesmo com a referida planificação, confrontaram-se com os traficantes sem coletes à prova de balas, o que nas hostes militares não é recomendável.

Esta é a primeira vez que a imprensa tem acesso a um cenário de clara afronta ao poder do Estado na zona da Colômbia, o que levanta preocupações sobre a sofisticação do grupo de traficantes naquela zona.

 

PRM REAGE À POLEMICA DAS NOVAS VIATURAS

Na mesma entrevista, o Comandante-Geral da PRM esclareceu a polémica sobre os novos veículos da Polícia. Bernardino Rafael respondeu aos críticos.

“O que está a acontecer na Polícia é um processo de modernização. Estamos a procurar seguir os modelos de como funciona a Polícia no mundo. Eles apresentam vários meios de trabalho, como por exemplo, bicicletas, motorizadas entre outros”

Bernardino Rafael disse ainda que os veículos chegaram ao país no ano passado e são fruto de uma doação. A ideia da PRM é que os veículos ajudem a patrulhar bairros de difícil acesso.

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