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Bayer Moçambique apresenta sementes melhoradas de milho para aumentar rendimentos dos produtores

Implantada em Moçambique em 2017, a Bayer Moçambique é uma multinacional que presta assistência na área agrícola. Para este ano, a empresa apresenta uma inovação de sementes híbridas da marca Dekalb. Trata-se de uma marca presente em mais de 100 países, sendo uma referência no melhoramento genético, com maior enfoque no milho. Com o lançamento de três variedades de sementes melhoradas e milho, a Bayer tem em vista melhorar os índices de produção e produtividade desta cultura amplamente cultivada por pequenos, médios e grandes produtores no país.

“A Bayer, em parceria com a Dekalb, oferece uma tecnologia integrada em que abordamos a prática agrícola desde a semente até a pós-colheita. Apresentando várias soluções ao produtor, como o controlo da praga da lagarta do funil. Apresentamos ao mercado moçambicano três variedades de sementes, a DKC-33, cujo nome local baptizamos como “rápido”, é um híbrido precoce com rendimentos entre sete e nove toneladas por hectare; o segundo é o DKC90-89, que localmente designamos por topo, trata-se de uma semente de alta produtividade, capaz de produzir entre 10 e 12 toneladas por hectare e é tolerante a doenças de folhas; e, por fim, a DK777 que apelidamos por super, com um rendimento entre 8 e 10 toneladas por hectares, com potencial para duas espigas por plantas, é tolerante a Necrose letal e podridão da espiga”, explicou Norberto Mahalambe, representante da Bayer Moçambique.

Presente no debate, Pedro Fato, Chefe do Programa de Milho, no Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), descreveu que a sua instituição fez um trabalho de investigação, tendo submetido essas e outras sementes a diversas zonas agrícolas do país para descobrir o seu grau de eficiência.

“Esta é uma das empresas com as quais trabalhamos e nós, como IIAM, fizemos vários ensaios com os produtos que eles estão a apresentar. Nas últimas campanhas, analisamos seis híbridos desta empresa com outras que têm outras soluções. Essas três apresentadas aqui foram as que se apresentaram como sendo promissoras em diferentes ambientes em todo o país. Esse lançamento dará ao produtor nacional uma oportunidade de escolha e, por isso, melhorar os seus rendimentos consoante as características. Nós temos estações agrárias em todo o país, o desempenho dessas sementes foi variável, mas tenho de destacar que a DK777 e a DKC90-89 estiveram entre as cinco das melhores variedades ao longo desse estudo feito em todo o país, na campanha 2019-2020. Para dizer que, no conjunto de 16 variedades, de diferentes empresas, incluindo as apresentadas pelo IIAM, estas duas conseguiram estar bem posicionadas”, disse o interveniente.

Mais do que este teste feito pelo Instituto de Investigação Agrária, a Bayer diz ter realizado um trabalho junto aos produtores para aferir o nível de desenho das sementes.

“Temos sementes de ciclo curto e intermédio e elas adaptam-se de forma diferente para diferentes condições. As do ciclo curto adaptam-se melhor e aproveita-se melhor o seu potencial nas zonas com menores níveis de pluviosidade e também naquelas circunstâncias em que o agricultor, por alguma razão, semeia tardiamente. Mas, se o agricultor está numa zona com bons níveis de precipitação, o melhor é apostar em híbridos de ciclo intermédio, como DKC90-89 ou DK777, porque assim terá melhores retornos ao investimento feito”, explicou Mahalambe.

Apesar dos vários estudos e melhoramentos de sementes, o IIAM diz que o país ainda não tem uma semente capaz de fazer frente a lagarta do funil. “Neste momento, não podemos dizer que há uma variedade que seja resistente à lagarta, porque essa praga apareceu em 2016 e não estávamos preparados”, concluiu.

 

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