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Banco reduz distâncias em Marínguè

Era necessário percorrer cerca de 150 quilómetros para ter acesso a um banco a partir do distrito de Marínguè, na província de Sofala. Desde ontem, o problema reduziu. O Presidente da República inaugurou a primeira agência bancária, que deverá atender a mais de 70 mil pessoas.

Com a agência bancária, a enfermeira Olívia Sigauque, residente de Marínguè, conta o sacrifício que a população fazia para chegar a uma agência bancária e o alívio que agora sente.

“Levávamos muito tempo para chegar ao banco. E, quando chegávamos, os funcionários bancários diziam que não há sistema. Se programávamos três dias para ir ao banco, acabávamos ficando mais de uma semana”, explicou a enfermeira.

Na ocasião, o Chefe de Estado destacou o facto de o banco ter sido construído numa zona que já foi bastião da Renamo. Diz ser este um sinal que a paz já começa a ser sentida no distrito.

“Começamos a fazer o banco em 2019. Não terminamos em 2020 e em 2021, porque o material que devia chegar aqui tinha alguma dificuldade para chegar, mas pela compreensão dos moçambicanos, esses que decidiram calar as armas, aqui está o fruto da paz”, explicou Nyusi.

Com a agência de Maríngè inaugurada, todos os distritos de Sofala passam a possuir pelo menos uma agência bancária. Segundo Filipe Nyusi, a percentagem da população, no meio rural, com acesso aos serviços bancários, aumentou de quatro por cento em 2014 para 31 por cento no ano 2020.

“A redução da exclusão financeira no país saiu de 60 para 46 por cento”, referiu o Presidente da República, para depois reconhecer que, apesar do avanço, o percurso ainda é longo.

O banco de Marínguè foi construído no âmbito da iniciativa governamental “Um Distrito, Um Banco”. Neste momento, o país conta com 130 distritos, dos 154 existentes, com pelo menos uma agência bancária, depois de, em 2015, apenas 85 distritos possuírem banco.

O banco inaugurado é do Moza Banco e surge no âmbito da estratégia nacional de inclusão financeira, através da qual, o Governo espera garantir que, até finais deste ano, mais de 30% da população tenha acesso a uma conta bancária numa instituição financeira formal.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco, João Figueiredo, disse que, com a entrada em funcionamento da agência, o Moza passa a contar com um total de 64 unidades de negócio

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