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Banco de Moçambique mantém em 10,25% taxa de juro de referência

Pelo quinto mês consecutivo, o banco central decide manter a taxa de juro de referência, ou seja, a Taxa de Juro de Política Monetária em 10,25%. É uma posição influenciada pela previsão de aumento dos preços no médio prazo e pelos elevados riscos e incertezas na economia.

No conjunto de riscos e incertezas da economia, o destaque vai para o prolongamento dos conflitos militares no centro e norte do país, as preocupações com a evolução da pandemia da COVID-19 e a probabilidade de ocorrência de chuvas acima do normal no centro e sul do país.

Face ao cenário, o Banco de Moçambique decidiu, ainda hoje, manter as taxas de juro da Facilidade Permanente de Depósito e de Cedência em 7,25% e 13,25%, bem como os coeficientes de Reservas Obrigatórias para moeda nacional e estrangeira em 11,50% e 34,50%, respectivamente.

“As despesas relacionadas com a defesa e segurança e com o apoio social às populações afectadas pela instabilidade militar nas zonas centro e norte do país, bem como os eventuais gastos decorrentes dos efeitos dos choques climáticos e da logística para a administração da vacina contra a COVID-19, aumentam as preocupações quanto à postura fiscal para 2021. Perspectiva-se que o Estado continue a recorrer ao financiamento interno do défice, em face dos desafios com que a maior parte dos parceiros de cooperação se debate no âmbito da pandemia”, indica o comunicado do Banco de Moçambique.

Desde Outubro, a dívida pública interna, excluindo contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, aumentou de 174.638 milhões para 182.325 milhões de meticais, revela o banco central e sugere caminhos para um crescimento económico sólido e sustentável.

“Tendo em conta os limites dos efeitos da política monetária, o Comité de Política Monetária reitera que o alcance de um crescimento sustentável e inclusivo no médio prazo, requer o concurso de outras políticas económicas, bem assim o aprofundamento de medidas estruturantes que visem assegurar o fortalecimento das instituições, a melhoria do ambiente de negócios, a atracção de investimentos e a criação de empregos”, aponta a nota do banco central.

No comunicado, o Banco de Moçambique considera também que o prolongamento da isenção do Imposto sobre o Valor Acrescentado, IVA, sobre bens essenciais até 2023 poderá atenuar a inflação, fazendo com que este indicador permaneça na banda de um dígito, em linha com as expectativas dos agentes económicos inquiridos na primeira quinzena de Dezembro de 2020.

 

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