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Banco Central recebe 500 mil euros para combater crimes financeiros

Fruto de um memorando de entendimento assinado, hoje, entre o Banco de Moçambique e a Embaixada da França, o país vai receber 500 mil euros, o equivalente a 38 milhões de meticais, para combater o terrorismo e o branqueamento de capitais.

O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, acredita que com a assinatura do memorando, estão criadas as condições para identificar e mitigar as actividades relacionadas com a circulação ilícita de capitais no país.

Rogério Zandamela afirma ser urgente a fortificação do sistema bancário para a prevenção e combate ao terrorismo e ao branqueamento de capitais.

“Estamos cientes da exposição do nosso sistema financeiro aos riscos de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, o que torna imperiosa a necessidade de reforçarmos cada vez mais os mecanismos de identificação e combate a este mal”, referiu.

No âmbito desta iniciativa, o Banco Central comprometeu-se a flexibilizar a implementação do memorando, através da assistência técnica, para que o país tenha um quadro regulatório mais ajustado aos actuais desafios, bem como na orientação estratégica para a implementação de um sistema de monitoria mais eficaz e abrangente.

“Como Banco Central, continuaremos a mobilizar os nossos parceiros de cooperação, no sentido de aprimorarmos as capacidades técnicas e tecnológicas necessárias, para melhor respondermos aos desafios impostos no âmbito do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo” concluiu.

Falando à imprensa, a Agência Francesa de Desenvolvimento – AFD, representada pelo embaixador da França em Moçambique, David Izzo, espera que com este apoio o sistema bancário moçambicano esteja mais robusto e preparado para controlar a circulação de capitais de forma ilícita, destinadas às incursões terroristas.

“Esta cooperação com o Banco de Moçambique está no cerne do nosso apoio contra o terrorismo. Sabemos que não há terrorismo sem financiamento, e que existem ligações entre o tráfico de todo o tipo, em que as transferências de dinheiro não são rastreadas”, referiu David Izzo.

Com um financiamento de 500 mil euros, o programa a ser implementado é financiado pela cooperação francesa, através da Agência Francesa de Desenvolvimento, estando a implementação a cargo da expertise France, um parceiro da AFD.

“O nosso desejo é que esta colaboração traga elementos inovadores, que permitam reforçar os sistemas de vigilância e os recursos de controlo do Banco de Moçambique, e ao mesmo tempo, fortalecer o desenvolvimento de competências técnicas em matéria de luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo”, concluiu Izzo.

O memorando de entendimento assinado esta quarta-feira, em Maputo, acontece numa altura em que o país e o mundo são confrontados com crimes financeiros que estimulam as acções terroristas.

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