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Banco Central prevê “resfriamento” da economia moçambicana este ano

O endividamento público interno em Moçambique tem atingido níveis cada vez mais insustentáveis. A mesma é contraída com recurso a Bilhetes do Tesouro, Obrigações do Tesouro e os chamados adiantamentos do Banco Central.

O stock actual desta dívida chega aos 122.2 biliões de meticais, um agravamento em cerca de 2.2 biliões de meticais. Uma deterioração, que no entanto, não toma em consideração outros factores da dívida, tais como contratos mútuos e de locação financeira, indica o Banco de Moçambique.

Sobre as perspertivas macroeconómicas, o Banco Central prevê um resfriamento do crescimento económico este ano, devido ao impacto do ciclone idai que assolou a região centro do país, em Março último.

Reunido, esta quinta-feira em mais uma sessão do Comité de Política Monetária (CPMO), o Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de referência, em 14,25%.

A decisão é fundamentada pelo facto de as perspectivas actuais de médio prazo apontarem para um “ligeiro agravamento das projecções de inflação para o final do ano”, sem, no entanto, comprometerem o objectivo de estabilidade macroeconómica.
 
Essa ligeira aceleração do custo de vida, segundo o Banco Central, resulta sobretudo do choque de oferta causado pelos desastres naturais que têm assolado Moçambique nos tempos, conjugado com as tendências para depreciação do metical no mercado cambial doméstico, e para aumento do preço do combustível no mercado internacional.

Entretanto, e apesar desse agravamento do custo de vida, o Banco de Moçambique acreditada que a inflação manter-se-á em um dígito.

 

 

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