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Bancas de vendedores informais removidas na Beira

Há cerca de um mês, e procurando fazer cumprir na íntegra o protocolo sanitário no âmbito das medidas de prevenção da COVID-19, uma equipa multissectorial composta pela Polícia da República de Moçambique, Polícia Municipal e INAE, concluiu que os mercados continuavam a ser pontos de maior concentração de pessoas.

Face a isso, a equipa multissectorial decidiu remover todas as bancas construídas de forma ilegal ao longo da avenida Armando Tivane, outras concentradas nos mercados informais do Glote e formal de Maquinino. A acção ocorreu na noite desta quinta-feira.

Na manhã desta sexta-feira, agentes da PRM e polícia Municipal posicionaram-se ao longo da Avenida Armando Tivane, por forma a evitar que os vendedores voltassem a ocupar o espaço que condicionava a circulação de pessoas e bens.

Os vendedores zangados alegaram que foram surpreendidos pela medida.

“Não recebemos nenhum aviso e nem orientação para abandonarmos estes locais. Chegamos esta manhã para exercer as nossas actividades e não encontramos as nossas bancas, e no lugar delas, vimos polícias e cães. Foi quando ficamos a saber que, na noite passada, as autoridades removeram tudo. Não estamos a recusar sair destes locais, pedimos apenas que encontrem outros locais adequados para vendermos, pois este é o nosso sustento, uma vez que já não temos emprego, perdido exactamente por causa da COVID-19”, clamou Eva Joaquim, representante dos vendedores.

Para a polícia Municipal, a reivindicação dos vendedores não faz sentido, pois de acordo com Manuel Gimo, “houve trabalhos de sensibilização há mais de um mês para os mesmos abandonarem voluntariamente os locais onde exercem a sua actividade, por termos notado que era um potencial foco de propagação da doença. Uma semana antes voltamos a fazer o mesmo apelo e ainda ontem, também, o fizemos. Estes vendedores têm bancas no interior dos mercados que abandonam à busca de clientes ao longo das rodovias. Para aqueles que não têm a edilidade tem estado a identificar, gradualmente, novos pontos de venda”.

A INAE lembrou que o exercício das actividades económicas deve ser realizado em ambientes que não coloque em risco à saúde pública.

“A nossa acção visa, essencialmente, voltar a chamar atenção que neste momento crítico é fundamental que cada um exerça a sua actividade económica observando com rigor as medidas básicas de prevenção da COVID-19”, apelou Arminda Macuamule, delegada do INAE em Sofala.

A equipa multissectorial garantiu que a permanência da mesma, nos locais onde foram removidas as bancas será permanente e reforçada sempre que se justificar.

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