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BAD financia Gaza e Inhambane em matérias de resiliência às mudanças climáticas

Num contexto em que a província de Inhambane registou, na última época chuvosa, cheias e ciclones, que afectaram cerca de cinco mil pessoas nos distritos costeiros da província, e sofre ciclicamente os efeitos da seca, com maior incidência em Panda, Funhalouro, Mabote e Govuro, urge investir mais na área, para minimizar o impacto desses fenómenos. É nesta senda que o Banco Africano de Desenvolvimento vai disponibilizar 44 milhões de dólares americanos, valor a ser aplicado nas províncias de Gaza e Inhambane, em programas de resiliência às mudanças climáticas.

O objectivo do projecto é reforçar a capacidade de resiliência das instituições, comunidades e sistemas de produção em áreas propensas à seca na zona sul, para melhor lidar com os efeitos negativos dos eventos climáticos, particularmente secas, que são exacerbadas pela pobreza rural, insegurança alimentar e degradação da terra.

Com o foco no aumento da resiliência e resposta do país aos choques climáticos, consolidando a protecção financeira contra desastres relacionados com o clima, o projecto visa explorar as opções de seguro climático de riscos, melhorar as infra-estruturas resistentes ao clima, sistemas de irrigação, furos polivalentes; silos, estradas terciárias e outros.

O dinheiro será repartido pela duas províncias num montante ainda não definido para cada uma e pretendem-se promover actividades geradoras de rendimentos resistentes ao clima e reforçar a segurança alimentar e nutricional, adquirir insumos agrícolas, tais como sementes melhoradas e resistentes ao clima, formação em nutrição, processamento de alimentos, gestão empresarial; inseminação de gado, desenvolvimento e actualização de mercados e apoiar centros de incubação de jovens.

Além da componente de produção, o programa financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento prevê reabilitar infra-estruturas resistentes ao clima, com duas componentes, sendo uma de infra-estruturas de colheita de água e outra que consiste na reabilitação de infra-estruturas degradadas.

A segunda componente compreende a melhoria da segurança alimentar e do marketing para aumentar a resiliência às alterações climáticas com três sub-componentes, nomeadamente, melhoria das práticas de agricultura inteligente do clima, melhoria da segurança alimentar e diversificação nutricional, agregar valor através do agro-processamento.

Através do referido programa, prevê-se, ainda, promover o seguro climático, como uma opção valiosa para a gestão dos riscos de catástrofes e melhorar a resiliência do país, desenvolver soluções de gestão dos riscos climáticos e apoio ao acesso ao seguro contra os riscos climáticos.

O valor será desembolsado por um período de cinco anos para as duas províncias e será gerido pelo Instituto Nacional de Gestão de Risco e Desastres e a sua implementação deverá obedecer aos aspectos, como antecedentes, racionalidade, capacitação na gestão das alterações climáticas, em particular para a seca, monitorização e avaliação, gestão financeira e desenvolvimento de uma estratégia de comunicação e aquisições.

Ao todo, serão 10 distritos abrangidos pelo projecto, nomeadamente, Magude, Moamba, e Marracuene em Maputo, Mapai, Guija Massagena e Chicualacuala em Gaza e Panda, Mabote e Funhalouro, na província de Inhambane, e deverá beneficiar cerca de 500 mil pessoas em todos os distritos mencionados.

O financiamento foi anunciado esta quinta-feira pelo representante do Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique, depois de um encontro com o governo da província de Inhambane.

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