O País – A verdade como notícia

“Autointitulado” traz a Maputo João dos Santos e Villemaux

A dança contemporânea é uma das modalidades desta vertente artística que pouco a pouco vai chamando atenção do público moçambicano e, com o passar do tempo, artistas têm apostado nesta forma. Os festivais Kinani e demais eventos esporádicos consubstanciam este desiderato.

Porque Moçambique não é uma ilha e porque há uma necessidade permanente de intercâmbio entre os artistas locais e estrangeiros, os bailarinos João dos Santos Martins, de Portugal, e Cyriaque Villemaux, da França, vão realizar três eventos em Maputo – uma performance/instalação, um workshop e um espectáculo.

O primeiro evento, a performance/conferência/instalação denominada “Dança da Crise ou Talvez ele pudesse pensar primeiro e dançar depois, ou como fazer coisas sem dança ou Oldschool#40” terá lugar quinta-feira,  às 18h00, no Centro Cultural Português.

Esta peça é da autoria de João dos Santos Martins, após um convite de Susana Pomba, com coreografia de Cyriaque Villemaux. Nesta versão mais recente, iluminada pela conferência-performance Product of Circunstances (1999) de Xavier Le Roy, João dos Santos Martins decidiu não dançar para “reenfocar este espaço expandido e de hibridismo formal que é a dança”, expondo a coreografia em formato de instalação/arquivo, com um vídeo, um poema, uma carta e uma partitura. João dos Santos Martins pretende, assim, discutir as barreiras que são constantemente colocadas entre dança e a performance.

Entre os dias 27 e 29, já no palco do Centro Cultural Franco Moçambicano, irá decorrer um workshop de dança contemporânea sobre práticas de imitação e reconhecimento sob orientação dos artistas João dos Santos Martins e Cyriaque Villemaux. A partir de uma série de exercícios, onde se materializa uma ideia de cópia por aproximação, procurarão analisar em conjunto as semelhanças e diferenças entre várias acções e movimentos e, por sua vez, traduzi-las noutros suportes de performance.

Esta oficina contará com a participação de um grupo de bailarinos moçambicanos que participarão na formação.

Esta viagem vai culminar no dia 31 com o espectáculo “Autointitulado”, também no Centro Cultural Franco-Moçambicano, dos dois artistas.
 “Autointitulado” oferece-nos uma viagem por certos fantasmas da história da dança, pessoal e paradigmática, sem se prender a uma dança em particular, mas uma série de danças.

 

Partilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos