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Autocarro incendeia-se em plena marcha e faz seis feridos

Foto: O País

Seis pessoas contraíram ferimentos entre ligeiros e graves quando o autocarro em que seguiam viagem na Cidade de Maputo incendiou-se em plena marcha e com muitos passageiros a bordo. O fogo consumiu na totalidade o machimbombo. O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) afasta a hipótese de tratar-se de curto-circuito.

O pânico tomou conta dos passageiros quando o autocarro que seguia no sentido Zimpeto-Centro da Cidade, começou a arder, temia-se pela vida que estava exposta ao risco e, mesmo assim, ao tentar abandonar o autocarro em chamas, há os que saíram feridos, aliás, são estes pulos que causaram lesões e foram imediatamente levados ao Hospital Geral José Macamo, conforme a confirmação da Ivandra Magaia Directora do Banco de Socorros daquela unidade sanitária.

“Nós tivemos a entrada de seis pacientes, dos quais quatro já foram observados e tiveram alta hospitalar, tinham sintomas ligeiros, dois foram transferidos para o Hospital Central de Maputo para melhor observação. Um dos pacientes apresentava lesões por queimadura e tivemos uma paciente que apresentava intoxicação por inalação de fumo”.

Dirce Wachisso estava no grupo de passageiros que pularam do autocarro em chamas e conta os momentos vividos. “Eu apanhei o autocarro, no Instituto de Saúde começou uma fumaça da parte frontal, no motor, o carro estava muito cheio. No cruzamento, o motorista tentou parar o carro e não conseguiu. As pessoas começaram a pular e também pulei da janela”.

AFINAL, O QUE ESTÁ  A ACONTECER COM ESTES AUTOCARROS?

Não é a primeira vez que estes incidentes acontecem, aliás, o jornal “O País” já produziu várias reportagens mostrando muitas fragilidades destes meios circulantes.

Recentemente, um autocarro perdeu travões e causou acidente na Avenida Guerra Popular e colocou a vida de várias pessoas em risco. Uma das grandes questões que têm sido levantadas é a falta de manutenção, muitos destes autocarros não fazem regularmente a manutenção, conforme as recomendações do fabricante. Outro ponto é que estes autocarros não têm apólice de seguros. Este que ardeu, esta manhã, por exemplo, não tinha extintores de incêndio.

O porta-voz do SENSAP Leonildo Pelembe avançou que quando inspeccionou-se o autocarro, concluiu-se que não possuía nenhum instrumento para debelar chamas. “Quando chegamos lá, constatamos que o carro não possuía nenhum extintor para debelar o incêndio”.

E a avaliação preliminar feita pelo Serviço Nacional de Salvação Pública afasta por enquanto o curto-circuito como causa do incêndio.
“Na investigação que nós fizemos, de forma preliminar, podemos avançar que as hipóteses que estão a ser cada vez mais consideradas nesta investigação, apontam para um possível início de incêndio numa queda de alguns óleos que caíram por cima do motor em combustão”.

Com aquele incidente, retira-se mais um autocarro da estrada o que pode agudizar a falta de transporte e, acontece numa altura em que ainda não houve nenhuma decisão quanto à entrada em circulação dos 80 autocarros movidos a gás recentemente adquiridos pelo Governo e continuam parqueados.

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