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Ausência de infra-estruturas e financiamento dificultam agro-negócio

O crescimento da produção agrícola e o empreendedorismo na área do agronegócio estiveram, ontem, em debate, em Maputo, na Conferência Nacional do Agronegócio. Os intervenientes na conferência foram unânimes ao afirmar que Moçambique é um país rico em terra arável e reúne boas condições para o desenvolvimento do agronegócio. A organização Future Agro Challenge Moçambique, uma das organizadoras do evento, considera que a falta de infra-estruturas e financiamento são as barreiras para o crescimento do agronegócio no país.

“Existem algumas dificuldades nas infra-estruturas, em termos de ligação com o mercado existe uma grande dificuldade na falta de unidade de processamento. Deste modo, produzimos recursos, mas é difícil processar para acrescentarmos valor e isso compromete a competitividade das empresas”, disse Elena Vali, representante da Future Agro Challenge Moçambique.

Esta posição foi, também, levantada pelo representante da GAPI, Francisco Souto, que chamou a atenção a necessidade de se apostar no agronegócio para aumentar a produção de alimentos, dado ao aumento da população no mundo. “Dentro de poucos anos, a humanidade terá nove biliões de pessoas, e Moçambique é um dos países com uma taxa de crescimento demográfico maior.

Portanto, é preciso desenvolver uma nova geração de empresários capazes de melhorar as condições da produção de alimentos, tendo em conta que este aumento não pode implicar maior pressão sobre os recursos naturais”, afirmou Francisco Souto.

O empreendedorismo juvenil no agronegócio foi outro tema de destaque na Conferência Nacional de Agronegócio. Jovens empreendedores tiveram a oportunidade de conhecer e colher experiências de empresários que apostaram no agronegócio e já estão firmados no mercado. No evento foram eleitos os representantes do país na fase mundial do Future Agro Challenge que se realizará ainda neste ano na Turquia. Elena Vali explica que o concurso tem por objectivo despertar o espírito empreendedor nos jovens moçambicanos. “Este concurso será um estímulo, principalmente para os jovens, para olharem para o agronegócio como uma oportunidade de carreira e uma oportunidade para empreender e capitalizar os recursos naturais. Também será um estímulo para os agro-empreendedores se juntarem numa plataforma, numa rede de potenciais parceiros e de oportunidades para acederem aos mercados”, concluiu Elena Vali.  Esta é a primeira vez que Moçambique acolhe o concurso Future Agro Challange, uma iniciativa que está presente em vários países do mundo.

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