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Assembleia Geral das ONU: Moçambique defende resposta mais eficaz à COVID-19

Foto: O Pais

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, pediu, ontem, nas Nações Unidas, a eliminação temporária de algumas disposições do Acordo sobre os Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas com o Comércio, para permitir uma resposta mais eficaz à pandemia da COVID-19.

A ministra frisou que o sector privado e os parceiros de cooperação internacionais têm um papel importante a jogar no apoio à edificação de infra-estruturas necessárias para a administração de vacinas.

Verónica Macamo interveio, esta segunda-feira, na 76ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque, desde a semana passada, em representação do Presidente da República.

Na sua intervenção, a governante apontou que um dos principais desafios que os países em desenvolvimento como Moçambique enfrentam é o acesso aos medicamentos e vacinas. Por isso:

“Acreditamos que o sector privado e os parceiros de cooperação internacionais têm um papel importante a jogar na disponibilização de apoio e edificação de infra-estruturas necessárias para a administração de vacinas. Somos pela derrogação temporária de certas disposições sobre acordo de propriedade intelectual relacionadas com o comércio, para permitir uma resposta mais eficaz à COVID-19”, disse a ministra moçambicana.

Segundo Verónica Macamo, as vacinas constituem, hoje, um bem essencial intrinsecamente ligado ao direito à vida, um direito que todos os países devem defender. É neste contexto que a comunidade internacional é chamada a canalizar o seu apoio para, de forma conjunta, enfrentar-se a pandemia da COVID-19 com sucesso.

No seu discurso, a ministra falou ainda do terrorismo, tendo vincando que a expansão deste fenómeno, do extremismo violento e da proliferação do comércio de armas são uma ameaça séria à paz e segurança no mundo. E África, em particular, está entre os continentes mais afectados.

África sofre também dos desastres maturais e do aquecimento global, apesar de ser o continente que menos contribuição na emissão de gases de estufa. A este respeito, Verónica Macamo alertou para o impacto da redução do apoio financeiro.

“A redução de financiamento internacional para os programas de promoção e resiliência e adaptação às mudanças climáticas tem gerado um impacto adverso e constitui um grande desafio para os países em desenvolvimento”, vincou.

Verónica Macamo terminou a sua intervenção agradecendo o apoio que as Nações Unidas e todos os países membros têm dado a Moçambique para ultrapassar os problemas com que se debate.

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